30.12.04

Eu tive um sonho, vou te contar


I see dead people

Depois de um clarão, ele olha para os lados e reconhece sua casa, que não é a sua neste plano, mas sentia-se confortável o bastante e podia dizer que esta era, sim, a sua casa. Lá ele tinha uma irmã mais nova, de uns 5 anos aproximadamente, muito brincalhona. A menina toma banho muito alegre, ele sabe que está ali para cuidar dela. Apenas a luz do banheiro acesa, enquanto caminha naquela direção ele olha com mais atenção a sua volta e percebe que esta casa é na verdade um galpão enorme e escuro, iluminado apenas pela claridade que vem das janelas altas, um entardecer já alaranjado. Quando olha pela fresta da porta a menininha brincando no chuveiro, diz-lhe:
- Você não está viva, não é? Já morreu?
- Já. Respondeu, seguido de uma risada marota.
- Putz, agora eles vão querer falar comigo.

Tinha absoluta certeza de que agora os espíritos iriam querer voltar a falar com ele – como faziam há algum tempo - e isto o incomodava. A irmã, já vestida e com os cabelos encharcados, puxa-lhe pela mão até a porta do galpão por onde entrava um grupo de ciganos. Todos muito alegres, dizendo-lhe o como era bom que ele os pudesse ouvir. Ficaram ali numa roda, contando casos, cantando, tocando violão e rindo.

Ele acorda e pensa na possibilidade de haver, de fato, outra família que lhe acompanha mais de perto.

2 comentários:

  1. "I see dead people", ha!

    Esteja à vontade para linkar. Fico honrada!

    Sabe, venho aqui e também não digo nada... coisa né? :)

    Beijo grande, tudo do bom e do melhor em 2005.

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  2. Anônimo11:08 PM

    outra família... de ciganos... SEI...

    Ro

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