11.2.05

A SAGA DE CLARICE E ROBERTO - Parte 2



Depois de tão fleumática desventura, Clarice tenta, aos poucos, trazer de volta a harmonia a seu desordenado lar. Por ordem judicial, Glen tem de ficar ao menos 200 metros de distância dela, o que a deixa um pouco mais tranquila já que Cláudio, seu atual (aquele que não molha o cabelo no mar), é um empresário ocupadissimo e não pode lhe acompanhar em todos os momentos.

Nossa heroína, porém, ainda sente aquele vazio. Cláudio é moço bom, tudo bem, mas não lhe faz mulher de forma tão bruta e tenra como Roberto. Não adianta, Cla é uma mulher fadada ao descontentamento, como a Belle du Jour, que precisa de outros homens em horário comercial para tentar satisfazer a falta que Beto lhe faz.

No Carnaval mesmo, a Catherine Deneuve menezinha foi a uma festa à fantasia vestida de Viúva Porcina e fornicou com todos os tipos imagináveis de homens. Foi uma Tsunami do sexo, em cima das mesas de bilhar, dentro de uma F-10 cabine dupla, sobre a capa do motor da piscina do clube, com o marido da amiga, o porteiro, o manobrista e nada daquela vontade ir embora.



Roberto conheceu uma ginasta cubana na fila do Bob's e está, neste momento, afivelando as malas rumo à terra de Fidel para trabalhar de bartender no Copacabana, o lugar mais quente ao norte de Havana. Está até pensando em mudar seu nome para Tony.

E a história termina por aqui? Duvido muito.

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