9.3.05

JORNADA DA ALMA

Jornada da Alma



Passeando com os olhos pelas prateleiras da locadora de DVDs eu me deparo com um filme chamado "Jornada da Alma". Pego, olho atrás para ler a sinopse e fico impressionado com o fato do filme contar a história de Sabina Spielrein, de quem eu semprei quis saber mais e gostei muito das fotos, que indicavam uma produção razoavelmente caprichada.

Sabina foi paciente do então iniciante Dr. Carl Jung, em Zurique, quando ainda era adolescente, traumatizada pela morte da irmã. Suicida, psicótica e histérica, para ela o tratamento de choque elétrico, tão comum na época, não funcionava. Dr. Jung começou a tratá-la usando a psicoterapia de seu mentor, Sigmund Freud e obteve ótimos resultados ao longo dos anos, a ponto de Spielrein, depois de tratada, tornar-se psicoterapeuta também. É claro que durante o processo Sabina e Carl têm um tórrido caso de amor, interrompido quando a esposa do médico descobre tudo.

Sabina Spielrein ficou famosa na Rússia pela então chamada Creche Branca, onde usava métodos inovadores de pedagogia que, diga-se de passagem, não agradavam em nada as autoridades do estado comunista.

O filme, dirigido por Roberto Faenza, tem dois tempos: os dias de hoje, em que uma pesquisadora, em posse do diário de Sabina tenta se aprofundar na história; e a época vivida pela heroína, de 1905 (quando os pais a trouxeram da Rússia para a clínica de Jung em Zurique) a 1942 (quando ela é assassinada por nazistas). A atriz que faz o papel de pesquisadora é um lixo. Cada vez que a história volta para o presente, você pode ir ao banheiro, pegar mais café, tomar água etc.

Há uma cena extremamente comovente no filme: quando um dos ex-alunos de Spielrein, já com mais de 70 anos, é entrevistado e conta como a pedagogia da antiga professora mudou sua vida. Mas é só, o resto é superficial. Não espere ver em detalhes as teorias do incosciente postas em prática, nem saber com exatidão qual era a patologia de Sabina ao ser internada.

Na pior das hipóteses, Jornada da Alma vale como informação.

3 comentários:

  1. Ain... Juro que até o "A atriz que faz o papel de pesquisadora é um lixo..." eu estava extremamente empolgada em assistir o filme, bem do tipo correndo para a locadora, mas dei uma desempolgada, embora muito curiosa a respeito de Sabina e sua tão interessante (e isso é sério mesmo) estória. Vou assistir, depois falo mais.

    Mudou as cores do blueg, né? Pois fique sabendo que ficou ótimo! Adorei!

    Bjim!

    ResponderExcluir
  2. Risos. Acho que fui meio mau com a moça, mas os outros estão tão bem no filme que, realmente, a gente acaba achando ela fraca demais. Mas o filme até que vale a pena. Não desanime!

    Beijão

    ResponderExcluir
  3. Anônimo12:28 PM

    Ora...ora! O filme é absolutamente fantástico e é difícil conter as lágrimas. Tudo é excepcional. Mesmo quem parece atuar mal, é de propósito para servir de contraponto ao sujeito principal. A cada vez que se vê o filme, percebem-se mais nuances a torná-lo ainda melhor. Obrigatório para qualquer um que se interesse por jornadas da alma!

    ResponderExcluir