6.11.05

ASAS DE PAPELAO

Engracado como eu vou, volto e vou para nao mais voltar e mesmo assim tem coisas e pessoas que estao comigo sempre. Tem a lembranca dos meus amigos amados numa cancao perdida laaaaa longe num radio na rua, um cheiro de livro novo que me leva pra casa (seja isso onde for a estas alturas), um comentario engracado de alguem que transporta para os tempos de faculdade e o Caio, sempre o Caio. Caio F. para os intimos, que so escreveu coisas lindas e hoje me pulou na cabeca no momento em que abri os olhos de manha (manha para mim eh 14h, ok?):

"Quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão." (De um conto chamado "Lixo e Purpurina", escrito em 1974 (ano em que nasci) em Londres (onde moro). Do livro Ovelhas Negras.)

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Carol e Edna da Adapt, nao eh porque eu sou relapso que deixo de ter saudades do nosso cafe, nossos bate-bocas e nossa habilidade de querermos bem um ao outro pela simples e honesta admiracao mutua.

Nino, meu velho, nao ha dia, nem disco, nem livro que nao tenha um pouco de voce.

Ju, feliz somos nos. Amizade eh coisa rara.

Edio, naos sabes como eu estou feliz por ti. Tua felicidade eh a minha tambem.

Eu bem queria asas para ver vcs de novo!

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Um comentário:

  1. Anônimo1:09 AM

    Meu negrinho querido!
    Por aqui tb acontece o mesmo. Tenha certeza de que vc é lembrado todos os dias tb por esse seu amigo que anda meio torto de saudades...
    Beijos
    SilvioNino

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