26.1.06

COM O DIABO NO CORPO

Laura Linney


Eu tenho aqui uma pilha de filmes para ver. A insônia amiga já não pede mais licensa para entrar e não vai embora tão cedo. Resolvi então assistir a O Exorcismo de Emily Rose porque miséria pouca é bobagem.

Primeiro porque tem a Laura Linney, que só faz coisa boa e acerta sempre no tom da interpretação. Segundo porque me interessam muito filmes a respeito do sobrenatural baseados em fatos reais. A verdade é que Emily Rose é muito bom e certeiro na sua visão contemporânea e pé-no-chão deste tema já cansado de ser revisto pelo cinema b desde que Linda Blair (em O Exorcista) vomitou seu primeiro jatinho verde, em 1973.

Um dos aspectos que distingue este filme dos outros sobre exorcismos é o fato de a narrativa se desenvolver a partir de um julgamento e a história nos ser revelada através de flashbacks muito bem dosados. Interessante também que em momento algum nos é negado o benefício da dúvida. Nosso conhecimento a respeito do caso Emily Rose se constrói junto com o da advogada de defesa Erin Bruner, na foto do post.

A quem se interessar, aqui conta a história de Anneliese Michel, a verdadeira Emily Rose.

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O fim de semana vai ser bom, meus filhos. Tem Brokeback Mountain, o filme e o conto (gentilmente enviado por Adelaide, a maloqueira mais bem informada que eu conheço), Manderlay, de Lars Von Trier e mais uns outros, ainda a caminho.

Ouvindo non-stop:






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7 comentários:

  1. como eu e disse ontem, no nosso café delícia, brokeback mountain faz ficar dias e dias pensando em amor, relacionamentos e os caminhos que a gente escolhe na vida.

    já tô com saudade de ti, negrinho.

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  2. Anônimo11:09 AM

    Como assim a Adelaide te enviou Brokeback Mountain?!!!!

    Ai, amor, exorcismo ninguém merece!

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  3. Só vim dizer que adorei teu comentário, estou correndo agora, e volto mais tarde aqui. Besos.

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  4. Posso afirmar,sem melindres, que serei assídua a nossa sessão de café.
    Gosto do quê e como escreve.
    Beijos.

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  5. Além de ser a maloqueira mais bem informada do pedaço, a Adelaide é um bafo. bjos

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  6. Lindo, me diz depois sobre o Brokeback. Eu gosto muito do filme, mas acho que a publicidade é maior que ele... no festival aqui no Rj, o povo aplaudiu entusiasmado. Eu não me entusiasmei tanto... mas ó, beijoca, acabei fazendo um texto com aquele e-mail que te mandei. Só dei uma atualizada nos fatos. beijo

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  7. iá... kraftwerca é fodaça...
    well, vou conferir o brokeback, tomara que possa rebanhar (!) algumas estatuetas... estes tempos vi o Cavalgada com o Diabo, do Ang Lee (de 99), com o Tobey Maguire e me pareceu até um 'prelúdio' a brokeback pela sensibilidade com que foi conduzido com intrincados relacionamentos implicitamente apresentados... tipo o amor maior que é a amizade que é a camaradagem que é o amor, etc etc etc, mas enfim... parece-me uma das linhas do eclético sr. Lee..
    bjos para ti e bom finde! =D
    [ ai ai, e obrigada DEMAIS pela coletânea lá de cima!! nossa, estava LOUCA atrás dumas pérolas dali!! rs... ]

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