16.1.06

TOUT LE RESTE EST LITTÉRATURE

Jules et Jim



Do nada, de nada, alguém te estende a mão, no escuro, e te mostra a saída. Uma saída pelo menos. Te lê - um poema, te canta - uma canção, alivia um pouco da angústia. Te manda dormir, te mostra outro que não aquele que pensavas ser. Te mostra, ainda que muito sutilmente, que não precisas ser muitos para ser tu mesmo. Mais amado, esperado, estimado. Mais livre. Mais.

"O mundo não é dos espertos, é dos amigos.", deixou de testemunho para mim no Orkut o meu amigo Fuji. Eu viajo nesta frase de tempos em tempos.

Isto é só para te dizer que é assim mesmo. Um dia eu ajudo e no outro é a tua vez. Estamos combinados?

Asas de papelão, leitores. Asas de papelão. Nem queira entender. Um dia você ainda há de saber quê.

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Não, eu não estou sob influência de alucinógenos, só com preguiça de traduzir tudo que sinto e penso. Entenda como quiser, mas com carinho, pode ser?

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A foto do post mostra Jeannne Moreau, Oskar Werner e Henri Serre, em Jules et Jim, de Françoise Truffaut, um dos pais da Nouvelle Vague, a Onda Nova do cinema. Para Truffaut, sem a palavra não rola. Tem que ter diálogo, narração, explicação. E beleza, muita beleza.

Voilà, Truffaut!

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4 comentários:

  1. Anônimo8:01 PM

    Sim, estamos combinados ...
    (lo que passa es que jo soy casada y amo mi marido ... --a esse monstro? si, a esse monstro ...), lembrei agora hahahaha
    beijos ... tacel.

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  2. Do nada, ou talvez do trânsito de algum planeta lento, como Urano. E por um poema, por uma canção, pela mão estendida, a maçã não cai. E continuas conseguindo equilibrá-la no escuro. E continuas...E esse continuar, guiado pelo que restou de luz nas estrelas que o sol havia iluminado, por vezes já é suficiente. Acho que sim, o mundo é de quem tem amigos. Estamos combinados. Também "quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão."
    Te beijo.
    Te adoro.

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  3. Du, Dudu e Edu - Floripa11:53 PM

    Belíssima lembrança, amo a Nouvelle Vague, aliás, nós bem que tentamos pegar a mesma onda pro nosso "cinema novo" mas morremos na praia pra variar, bom, ao menos alguém tentou né, Ruy Guerra com "Os cafajestes" é muito Nouvelle Vague" a cena do trio :Jece Valadão, Daniel filho na praia no Rio de Janeiro andando em circulos de carro ao redor de Norma Bengel é algo entre o lírico e o mundano, muito bom....Ah, tem tbém o filme do Bertolucci "Os sonhadores" com a Eva Green, que faz uma homenagem ao gênio frânces.E quanto aos amigos ainda vale aquele velho e bom ditado:"Quem encontra um amigo....Fique com Deus...

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  4. Linda a imagem...

    Vou ter que viajar na tal frase também??? Muito bem colocada.

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