13.2.06

TORREMOLINOS 73

Torremolinos


Nos anos 70, um vendedor de enciclopédias ( Javier Cámara, o Benigno de Fale com Ela) acaba, por eventos inesperados, levado a dirigir a esposa ( Candela Peña, de Tudo Sobre Minha Mãe) em filmes pornôs caseiros em Super 8. Ele almeja o sucesso como diretor de cinema, como seu ídolo, Igmar Bergmann. Ela quer ter um filho mais do que tudo na vida e está disposta a qualquer sacrifício para tanto.

Torremolinos 73 é um filme de humor sutil, roteiro inteligente e estética impecável, especialmente na riqueza de detalhes. Leve e sem pretenções, ele acaba te pegando justamente porque não se espera muito dele. A direção, no entanto, poderia ter tirado mais de atores tão bons quanto estes. Muitas piadas que fazem referência a clássicos do cinema ficam perdidas, esperando serem melhor desenvolvidas e a trilha sonora poderia ser mais variada. Mas o saldo é bom. Assista.


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Já A History of Violence, de David Cronenberg, era tudo que eu estava esperando para dizer que Crash não foi o filme do ano. Cronenberg (diretor daquele outro Crash, o de 1996) gosta de dirigir esquisitices, nem sempre tão geniais como aquelas de David Lynch, mas sempre provocantes e contemporâneas. Violência é o que não falta aqui, desde cabeças explodindo a criancinhas sendo assassinadas a sangue frio, espere ver de tudo. Os norte-americanos adoraram, aplaudiram, o que é bem compreensível, já que eles andam numa época em que é necessário refletir muito a respeito da sua prórpria violência. Ou seja, Crash é, de fato, o filme de 2005. E não me interessa o que digam no dia 5 de março.

7 comentários:

  1. CALEXico, são por textos como esse que eu me pergunto: por que o Ewald Filho não morre logo???

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  2. Anônimo7:38 PM

    Senti sua falta na boate sábado... Precisei de vc... Fechei meus olhos... e Dancei Sorry da Madonna, contigo... sim.. acreditei, e senti vc ali... dançando comigo... isso me deu forças... Bjs saudades de ti.
    Ju

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  3. Anônimo7:59 PM

    Alex
    Eu vi o Torremolinos e adorei, e demais mesmo. Ja A History of Violence eu detestei--um blockbuster bagaceiro, bem longe da genialidade de Spider, enfim ... Crash inda nao vi.
    Me manda o conto Brokeback duma vez!!!!!!!!!!!!!!!!! :-)
    beijos!!!!!
    taz.

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  4. Bom, a melhor coisa e crash Maria Bello, no caso) não foi reconhecida. Vou torcer o nariz neste ponto. Em relação a Crash, concordo em número, gênero e grau, mas queria ver a Thandie Newton indicada. Não entendo com tantas indicações apagadas, fala sério Orgulhoe Precoeito, foram dar espaço para esquecer de duas atuções brilhantes. Sim, eu sei que se trata da questão de principal e coadjuvante, but anyway...

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  5. Lili, a gente fazemos o que podemos... grato pela preferencia.. ;-)

    Ju, Fica assim não. Já nos falamos no msn, entao deve estar tudo bem.

    Taz, ó, mandei e-mail pra ti na sexta e re-mandei-o hoje com o brokeback atachado. O Cronenberg desceu muitos degraus neste filmequinho, né?

    Adelaide, eu achei a Maria Bello muito cheia da caras e bocas, não gostei nada dela não. A Thandie Newton dá de 10 a zero.

    E Crash é bom demais, né? Ele faz tudo melhor que os outros indicados, tem os melhores atores, co-adjuvantes, diretor, roteiro, edição, tudo....

    beijos

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  6. adelaide11:43 PM

    só corrigindo ali em cima...maria Bello era no Marcas da Violência, mas deu para passar a idéia....

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  7. Calexico, o Viggo tá a cara do Dolph Lundgren neste cartaz. Vou ver os dois (os filmes, os filmes) assim que pintarem por aqui, no Brasil - entre Portugal e Espanha.

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