4.6.06

Alta Noite



Bom, já que aqui no fuso de Greenwich são apenas 3 da manhã, cedíssimo para meus padrões atuais, vamos bater um papo. Pode ser?

*Sobre o fim do Megeras Magérrimas.

Eu cheguei no MMs por acaso e, juro por Deus, passei uma madrugada lendo t.o.d.o.s. os arquivos. Cocei a cabeça, fazendo cara de cinema mudo, pensando "então bloggar pode ser assim?". Foi desta maneira que o antigo Voando Alto virou Cafeína, porque através delas eu entendi a liberdade temática de se escrever num blog.

A Ticcia é meu ascendente e a Ro é minha lua.

Peixes é desconfiado, pisa macio, chega devagar. Vem com calma para ser pra sempre. Peixes preza demais a intimidade e não gosta de quem se faz de íntimo sem ter recebido aval de firma reconhecida em duas vias.

Sagitário e leão já nascem com intimidade. A gente se encontra pela primeira vez sem muitos pudores e entende com facilidade os defeitos do outro, fala na cara, e sai dando risada, um achando que outro não bate bem. Daí se distraem com alguma outra coisa e recomeçam de onde pararam.

Advogadas de profissão, uma é escritora (também chef e quituteira) e a outra psicóloga de plantão (também massagista com local privê e acessora de imprensa), ambas megeríssimas no ver e tratar o mundo, sem muito choro nem vela. E eu acho que aí é que o público do blog se multiplicou tão rápido: dizer com a sofisticação de quem entende da linguagem a verdade cotidiana que a maioria das pessoas não consegue verbalizar. A verdade banal do salto que quebra, do carro que estraga, do namorado infiel, de "Hilda, a gata", do Lord, do patrão incompetente, do regime, a marca da balança, a novela das 8, do estagiário capacho, da manicure, da paquera no posto de gasolina, no elevador, no Forum, na boate, no shopping. E outras verdades cuja profundidade depende da capacidade do leitor de se identificar. As perdas, as mortes, feridas, impossibilidades, traições, dores, mãe, pai, gato e cachorro.

Vai continuar tudo registrado lá. E o Megeras tratou do seu fim da mesma forma que lida com o mundo ao seu redor: sem choro nem vela.

*Sobre Londres

O clima está de verão, meus filhos. Mas verão de Albert Camus, aquele invencível. Sacumé?

*Sobre um amor antigo e inútil

Nada a declarar.

"Caminhamos ao encontro do amor e do desejo.
Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza.
Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens,
tudo o mais nos parece fútil."

Albert Camus

9 comentários:

  1. Anônimo8:38 PM

    Anjo
    Lindo o Camus, lindo como essa beleza trágica que existe nesse mundo de merda (e que vc parece entender tão bem). Adorei falar com vc outro dia sobre ex partners, leite Parmalat e outras indicências (é assim que se escreve isso? ... shit!) heheheh.
    Um beijo grande
    seu Taz :-)

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  2. Anônimo8:40 PM

    Ah! só pra deixar claro, vc parece entender da beleza trágica, não da merda do mundo, ta?
    :-) taz.

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  3. Anônimo8:45 PM

    era indecência, mas que droga (vou tratar de sumir ... fui!!!).

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