15.7.06

Como se fosse hoje

Eu lembro como se fosse hoje a primeira vez que você sorriu pra mim. Da primeira vez que eu disse que te amava, escrevendo na areia da praia. Da manha que era fazer você dormir quando estava muito quente e da manha que eu fazia pra dormir quando estava muito frio.

Das calçadas quebradas no caminho da tua casa, das couraças que te envolviam quando eu cheguei na tua vida e de como foi duro te fazer entender que você não precisava vestir armadura.

Eu também lembro do que eu fiz de mim quando nos tínhamos e de como lutamos sob as luzes de estrobo, em silêncio, de maxilar travado pelo ressentimento. Do filete de sangue que me escorria da gengiva quando te via de faca em punho para me ferir.

O mais importante é que lembrar, como se fosse hoje, mesmo sendo realmente hoje, me alimenta a fome de ser novamente algo que não compreendo e inexplicavelmente feliz. Sorrir pela toalha molhada no chão e pelo que está no seu devido lugar: o que eu sinto por você.

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