11.8.06

Ah, como seria bom!

Uma história de amor que acaba geralmente chega ao fim porque houve desgaste, briga, incompreensão. Daí você lamenta, tenta esquecer (em vão) os atritos e deseja que tudo tivesse sido como antes. Em Amor em Cinco Tempos ("5X2", França, 2004), o diretor François Ozon oferece uma alternativa para os amantes da dor de cotovelo ao contar a tragetória de um casal de trás para frente, começando pelo divórcio e terminando no dia em que se conhecem.

Não seria bom viver um amor assim? Começar pela briga e apaixonar-se mais a cada dia? Terminar naquele momento mágico em que os amantes mergulham juntos no mar, rumo ao por-do-sol?

Fraçois Ozon é um diretor inventivo e habilidoso ao contar suas histórias, geralmente em tom de fábula, sempre surpreendendo o espectador na embalagem inesperada. Assim foi em Sob a Areia, 8 Mulheres e Le Temps Qui Rest, um melhor que o outro, todos de estilos absolutamente diferentes. Apesar de ser um filme sério, 5x2 não é pesado, muito pelo contrário, a trilha sonora composta por stardards da canção italiana ironiza a seriedade das situações e alivia o fardo robusto de lembrarmos no nosso próprio amor que não deu certo.

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