10.8.06

Marrom bombom

Alcione entrou no teatro do Sesi ontem por volta das 21:20 cantando seu Maranhão, seu orgulho de ser nordestina (obrigado, Helena) e sinalizando desde o início à platéia que aquele não era um show de samba. A voz da Marrom é de soul, sinto lhes informar. Justamente por isso, ao cantar a tristeza o show fica mais bonito. No caminho, eu olhei para a Ticcia e disse "ela cantando Sufoco, já vale o ingresso". E se valeu, colegas! Não só cantou Sufoco, mas também Garoto Maroto, O Surdo, um medley de Jorge Benjor e Meu Ébano. E conforme o show ia evoluindo, Alcione tinha mais e mais a platéia na palma da mão.

"Tem algum moço solteiro com nome de cimento? É que eu estou precisando de algo concreto na minha vida."

Todo mundo cai na risada, aplaude, grita, pede mais.

Nós gaúchos somos um povo tímido, o oposto dos cariocas malandros e dos paulistas ensandecidos. Para um artista levantar a platéia em Porto Alegre precisa de muito carisma, muita paixão. Em Alcione tinha de sobra.

Teminou o show arriscando um sotaque da fronteira em Canto Alegretense, faceira de ter levado o Teatro do Sesi no bolso.


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Bom dia, meu povo!

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