6.12.06

El Laberinto Del Toro



O diretor mexicano Guillermo del Toro tem um interesse inexplicável pela guerra civil espanhola, como já havia mostrado no maravilhoso Espinha do Diabo, estrelado por Marisa Paredes, que contava a história de um orfanato mal-assombrado no meio do nada, durante o violento governo de Francisco Franco . Esta mistura de horror real com o sobrenatural se repete em O Labirinto do Fauno, em cartaz no país desde sexta-feira.

Uma menina chamada Ofélia, leitora faminta de contos de fadas, é levada pela mãe grávida à nova casa e apresentada ao novo pai, um coronel do exército do movimento nacional franquista. Acontece que a casa é o moinho com um labirinto no jardim, tal e qual contado no livro de histórias.

A partir daí, o fantástico e o real se misturam de uma forma pouco frequentemente vista no cinema convencional. Os efeitos especiais de cair o queixo, o visual dark e a ênfase que o filme dá aos sons - sejam eles do couro das botas do coronel ou do bater de asas das fadinhas- fazem de O Labirinto do Fauno uma aventura extremamente moderna. E sabe quanto custou tudo isso? US$ 5 milhões. Sim, eu escrevi certo, não estão faltando zeros. Se fosse em Hollywood, com a mesma quantia não se poderia nem pagar o caché dos atores.




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