
No dia 11, a Ticcia me recrutou junto com mais alguns bloggeiros a falar dos meus piores medos.
Eu tenho verdadeiro pânico de passagens estreitas, poços, túneis e qualquer estrutura, natural ou confeccionada pelo homem, que sufoque, permita entalar, encerre. Não sei se é de tanto ler Edgar Allan Poe ou de tanto me meter em passagens estreitas, poços e túneis quando criança. ho ho ho.
Claro que eu tenho medo da morte. Muito mais da morte dos outros do que da minha, eu acho. Ficar é sofrer. E eu tenho mais medo de sofrer do que morrer.
Tem me acometido ultimimamente um medo absolutamente impensável para mim em outros tempos: o de perder a fé. Quando eu falo em fé eu quero dizer aquela esperança iluminada que a gente tem no Brasil, de que tudo vai dar certo, de que Deus é bom, de que o sol sempre brilha no amanhã, de que depois das torrentes nós sempre encontramos um abrigo. Aqui na Inglaterra existe um pensamento frio de toma lá, dá cá, que te bagunça o conceito de fé. Eu vivo pedindo sinais e os interpretando conforme eles aparecem.
Eu tenho medo de não amar mais. De não ser mais visceral no amor como antes, por já saber que não existe uma rede de proteção me impedindo de me espatifar no chão. Porque eu sou um namorado dedicado, apaixonado, meio grude. Quer dizer, fui. Será que na próxima continuarei sendo? Não sei.
Eu tenho medo de pessoas egoístas. De pessoas rudes, mal-amadas, não-amadas, recalcadas, amargas e daqueles que pensam que todos são um bando de idiotas e só eles sabem fazer direito. Pessoas assim passam por cima de quem for e só deixam feridas. Eu tenho pena deles também. Ninguém os quer porque eles são assim e eles assim são porque ninguém os quer, um caso triste do efeito Tostines. Eu tenho medo de objetos que se movem sozinhos. Não precisa explicar, não é?Não vou passar adiante para ninguém em especial. Se você leu e ficou com vontade de fazer, só deixe um aviso aí nos comentários. Pode ser legal. **Voltaremos em breves instantes com nossa programação normal.