
Sabe o que eu estou lendo na foto? CRÔNICAS DE QUASE AMOR, da Fal.
*Foto de La Reina Madre.

Devorando non-stop All Families Are Psychotic, de Douglas Coupland, o mesmo moço aquele de Geração X.
Lembrei muito de Me and You and Everyone We Know (2005), de Miranda July, sucesso na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes, que fala de gente feia, arte contemporânea, amor e solidão.

Não é de se espantar que a diretora Nicole Holofcener tenha dirigido episódios de Sex and the City e A Sete Palmos. Percebe-se em Friends with Money (2006) um olhar feminino profundo e intimista, muito comum às séries da HBO. A diferença talvez esteja no fato de Amigas com Dinheiro lidar com questões muito mais reais, sem o glamour que a televisão a cabo requer.
No próximo dia 03 de novembro, Maria Bethânia lança simultaneamente dois álbums: Pirata e Mar de Sophia. E a turnê começa dia 10, no Tom Brasil, passando dias 18 e 19 por Porto Alegre, no teatro do SESI.
Um filme meio inglês, meio alternativo, a respeito de uma história meio verdadeira, de um homem meio esperto que quase se deu bem. Colour Me Kubrick (2006) é bem assim: meio criativo, meio bom, meio genial.
A única coisa que não é meio termo é a atuação de John Malkovich, no papel de Alan Conway, o homem que se fez passar por Stanley Kubrick nos anos 90, enganando a todos por uma rodada de vodca ou um maço de cigarros.
A trilha remete aos clássicos de Kubrick, como Laranja Mecânica, 2001 - Uma Odisséia no Espaco e Barry Lyndon. A edição a fotografia são cerimoniosamente bem cuidadas.
Assista, nem que seja a título de curiosidade.
Love is a danger
Of a different kind
To take you away
And leave you far behind
And love love love
Is a dangerous drug
You have to receive it
And you still can't
Get enough of the stuff





A primeira impressão que se tem ao assitir A Dália Negra é de que seja, de fato, um film noir. Há um mistério a ser desvendado, mulheres fatais, heróis perturbados e incompreendidos e aquela sensação de que todos mentem o tempo inteiro. Neste gênero, os ricos são perversos, os policiais, corruptos e os inocentes sempre morrem. Mas, ao menos esteticamente, The Black Dahlia, não chega a se encaixar no gênero. Brian de Palma, com toda sua virtuosidade, se utiliza de planos longos, movimentos de câmera emprestados de Alfred Hitchcock (seu eterno ídolo), para construir uma atmosfera mais amigável às platéias atuais.




O primeiro episódio da terceira temporada de Lost, entitulado A Tale of Two Cities, vai ao ar hoje à noite pela rede de tv americana ABC e promete, como já virou tradição, complicar mais do que explicar. O personagem cujos flashbacks norteiam o episódio é Jack e mostra o médico lembrando de quando suspeitou de que seu pai alcoolista estivesse tendo um caso com sua ex-mulher Sarah. Veremos um pouco mais do lugar onde Sawyer, Jack e Kate estão aprisionados ao som de Petula Clark cantando Downtown. É ver para crer.
Por indicação do Rogério, fui conferir o novo de Madeleine Peyroux, Half the Perfect World. Na mesma linha de Careless Love, o anterior, mas com a sensível diferença de ter um dueto com KD Lang em River, cover de Joni Mitchell. Evidente que, cantando com KD, qualquer voz desaparece.
Em As Virgens Suicidas, de Sophia Coppola, um dos momentos mais bonitos é embalado ao som de The Air That I Breathe, do The Hollies. Uma das minhas canções de amor favoritas. Talvez porque, mesmo sendo doce, não chega a ser piegas. Ao longo dos anos, ouvi muitas versões diferentes, reuní para vocês aqui, algumas das melhores. Tem a versão que fez mais sucesso de 1974, com o The Hollies, duas versões com Simply Red (Do álbum Blue, de 1998), uma com KD Lang (de Drag, 1997) de cair o queixo e outra bem diferente das primeiras, absurdamente bluesy, com Della Reese (aquela de O Toque de um Anjo).