21.2.07

Vergonha, sangue e a Bíblia



Foi divulgada recentemente no website oficial da cantora esta foto de Tori amos, para o novo álbum American Doll Posse, a ser lançado em maio. Como de costume, percebe-se um olhar irônico afiado sob o American Way of Life.

Numa das mãos, a Bíblia, na outra a palavra "shame" (vergonha) e muito sangue rolando pelas pernas.

Aqui no Brasil pouco se sabe de Tori, mas a cantora tem milhões de fãs no mundo inteiro e 8 álbuns (um melhor que o outro) na bagagem.

Logo no início da carreira, com o primeiro álbum solo Little Earthquakes, Tori ganhou o mundo com seu piano que mais parecia uma extensão de si e suas letras quase que exageradamente pessoais. Numa delas, por exemplo, entitulada Me and a Gun, Tori narra um estupro que sofreu de um fã, na saída de um bar onde se apresentara.

No seu quarto disco de estúdio, From The Choirgirl Hotel, há momentos pesadíssimos em letras que falam de morte, perda, violência. From the Choirgirl...foi composto logo após a cantora perder um filho que esperava do engenheiro de som Mark Hawley, dois dias antes do natal. No entanto, o álbum marca também o início de uma pesquisa musical mais de vanguarda, experimentações com elementos eletrônicos, como em iieee

Em Scarlet's Walk, de 2002, a cantora narra um passeio abstrato pelos Estados Unidos pós 11 de setembro, com seus umbiguismos, vergonhas e esquisitiçes. O primeiro single, A Sorta Fairytale, fez relativo sucesso na MTV e nas rádios, no videoclip, a participação do ator Adrien Brody (O Pianista).

Ao que tudo indica, American Doll Posse tem tudo para ser outro discão.

Aqui a foto em alta-definição. Roubada do Teco Apple.

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