2.4.07

88 minutos para Jesus


Imagine uma velhinha aldeã portuguesa, grisalha, toda descabelada, rosto excessivamente bronzeado, olhos arregalados, levemente corcunda e com fungos nas unhas das mãos. Assim é Al Pacino, que completa 67 anos no próximo dia 25, em 88 Minutos, um filme medíocre, pretensioso, com erros crassos de continuidade e uma trama com mais furos do que uma peneira. Claro, eu sabia no que estava me metendo quando sentei em frente à tv, mas achava que o velho Pacino ainda tinha na manga algum resquício de Michael Corleone ou Tony Montana. Bem feito pra mim.






Jesus Camp (indicado ao Oscar este ano) não é um documentário a respeito do jovem exército de crianças evangélicas protestantes americanas, ensinadas que aborto é assassinato e homossexualidade, uma doença grave. Não é tampouco um relato verídico sobre como o extremismo religioso é, por definição, hipócrita. Muito menos uma prova de que boa parte dos norte-americanos ainda vive numa redoma da mentira republicana, que lhes poupa o trabalho de pensar.

Jesus Camp só pode ser, meus amigos, um filme de terror.

Como diria o sábio Bowie, "I'm afraid of Americans".

Nenhum comentário:

Postar um comentário