25.4.07

Quase preto


"AzulOscuroCasiNegro es un estado de ánimo, un futuro incierto, un color. Un color que a veces no reconocemos, que dependiendo bajo qué luz, qué prisma y que actitud se mire, cambia. Un color que nos recuerda que muchas veces nos equivocamos, y a veces las cosas no son del color que las vemos. "

Eu costumo medir a qualidade de um filme pela minha vontade de assistí-lo novamente. As razões pelas quais a gente gosta ou não de uma obra cinematográfica (boa ou ruim, tecnicamente falando) são diretamente proporcionais a sua capacidade de alcançar o que há de mais íntimo e secreto em nós. Às vezes ocorre o contrário, é claro, ela revela tanto daquilo que mantemos trancado no porão dos segredos que acaba causando repúdio.

O maior (talvez único, não sei) prêmio do cinema espanhol, o Goya, teve como grandes vencedores este ano três peliculas: Volver, O Labirinto do Fauno e AzulOscuroCasiNegro, do novato Daniel Sánchez Arévalo, um grande filme sobre pessoas comuns cujos destinos se entrelaçam de forma inusitada e emocionante.

Jorge (Quim Gutiérrez, prêmio de melhor ator estreante) cuida do pai, vítima de uma isquemia cerebral e tenta conseguir um emprego melhor que o atual (zelador). Mesmo com um diploma de administrador, Jorge encontra-se emparedado pela falta de experiência profissional e teme ser obrigado a viver aquela realidade para sempre. Seu irmão presidário, Antônio (Antonio de la Torre), apaixona-se por Paula (Marta Etura). Em menos de 30 minutos, as trajetórias dos personagens se desvendam e se embaraçam de uma maneira muito particular.

AzulOscuro é um daqueles filmes que a gente quer rever imediatamente e mesmo na segunda exibição não perde em nada o frescor de seu impacto, seu drama, seu bom humor.

Eu recomendo.

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