28.5.07

Um sopro

Montgomery Clift, aos 33 anos, estrelou A Tortura do Silêncio (I Confess, 1953), de Alfred Hitchcock, fazendo o papel de um padre que ouve a confissão de um assassinato na cidade de Quebec. Acontece que, dadas as reviravoltas mirabolantes, ele se torna o principal suspeito. O que fazer então se ele não pode quebrar o segredo da confissão?

Também no elenco, Anne Baxter, de A Malvada e o grande Karl Malden. Confesso que não sei o que Hitchcock fazia para tirar dos atores performances tão inspiradas, mas é uma coisa que faz muita falta no cinema de hoje.

O filme perfeito para o final de domingo.



Em cartaz no Santander Cultural até o dia 31, sempre às 15h, Oscar Niemeyer - A Vida é um Sopro, conta, através dos projetos do arquiteto mais famoso do Brasil, sua história e filosofia de vida. Um documentário encantador, com bom ritmo e imagens emocionantes.

"A primeira vez que eu fui à Brasília de avião, a gente foi com os militares. Eu sentei ao lado do Marechal Lott e, no caminho, ele me perguntou: ‘Niemeyer, o nosso edifício vai ser clássico, né?’ Eu até disse, sorrindo pra ele: ‘o senhor, numa guerra, o que vai querer? Arma antiga ou moderna?"

O filme ainda contém depoimentos de gente do calibre de José Saramago, Eduardo Galeano, Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e Chico Buarque.

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