30.7.07

Calma, diga 33

"Ter nascido me estragou a saúde."
Clarice Lispector

Eu sempre fui uma das pessoas mais avessas a aniversários. Não se pode negar o peso que existe em trocar de idade. Não há como evitar o fatídico balanço anual, que não examina apenas o último ano de vida, mas a vida inteira, mais ou menos parecido com aquele que se faz no reveillon. E a criatura mais impiedosa nesta avaliação é invariavelmente o aniversariante, que insiste em focar nos tropeços e esquece dos saltos bem-sucedidos. Há se ter foco nos tropeços sim, mas de forma a traçar estratégias para que eles não mais aconteçam. Só que a grande vantagem de se fazer aniversário é que não importa o quanto você seja exigente consigo, seus amigos estão por perto para amenizar o peso da bigorna Acme que lhe cai sobre a cabeça. O carinho das mensagens, os abraços, a felicidade de estarem com você, longe ou perto, dizem uma coisa muito importante: você tem bons amigos e a gente é tão bom quanto os amigos que tem. Vejam o que esta gente querida me aprontou: Ticcia, Rodrigo, Egídio e BHY.

Muito obrigado a todo mundo que deixou scrap, comentários, ligou, bateu à porta. Senti o abraço de todos vocês. E foi bom.


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