31.8.07

Compilation


Uma compilation de música para dançar. [Amostras lo-fi clicando na seta verde.]

1. Madonna Vs Donna Summer - Future Lovers / I Feel Love (6:47)
2. Ricky Martin - Pegate (Ralphi Rosario Hard Club Mix)(8:25)
3. India - Solamente Una Noche (Rosabel's Spanish Mix) (7:35)
4. Dame Shirley Bassey - Get The Party Started (North by Northwest Mix) (7:23)
5. Sophie Ellis Bextor - Me & My Imagination (Stonebridge Mix) (7:17)
6. Dannii Minogue - He's The Greatest Dancer (Fugitive Club Mix) (5:20)
7. Jamiroquai - Don't Give Hate a Chance (Freemason Mix) (9:51)
8. Marvin Gaye - I Heard It Through The Grapevine (Miami Club Mix)(4:18)
9. Rihanna - Don't Stop The Music (The Wideboys Club Mix) (6:37)

Esta coletânea expirou.

30.8.07

Monkeys are Forever



O Arctic Monkeys no festival de Glastonbury 2007 prestando uma homenagem a Shirley Bassey com Diamonds Are Forever.

29.8.07

Broken English


Zoe Cassavetes (filha de John Cassavetes e Gena Rowlands) dirigiu este Broken English com uma delicadeza que lembra muito a amiga Sofia Coppola, a diferença está na aspereza de sua personagem principal, uma Parker Posey mais madura e liberta do estigma das comédias desmioladas que fez no passado.

Nora é uma novaiorquina que chegou naquele ponto dos 30 e poucos anos em que pouca coisa pode fazê-la feliz, em que os homens se tornam um mistério cada vez mais sem graça e para dormir é necessário um drink ou uma pílula. Quando já estava a ponto de desistir completamente de procurar um parceiro, Nora conhece o francês Julian (Melvil Poupaud, de O Tempo Que Resta) e se percebe absolutamente inapta para lidar com carinho e admiração genuínos, talvez por nunca tê-los experimentado. Um filme que cresce bastante do meio para o fim e de uma beleza tão incomum quanto a de seus protagonistas.

28.8.07

Uma Sentença

Morreu o pai do meu grande amigo. Eu nunca me doí por quem morre. Minha grande preocupação sempre foi com quem fica e se vê obrigado a repentinamente formular por que razão aquele que estava ali foi arbitrariamente removido daquele lugar onde sempre esteve. Fala-se demais nela, mas ninguém sabe exatamente o que brotará de si no momento em que a morte vier e te encarar no olho para provar num instante apenas que você não é nada, que você esqueceu do tempo e que só te resta uma coisa temporariamente sem sentido algum chamada vida. E a vida que resta nos parece, naqueles dias irreversíveis, uma frase que você simplesmente não pode escrever. Não que lhe falte a habilidade, mas lhe falta o sentido que ela precisa para existir mas que você não tem para dar. Uma frase, ainda que por um período, sem qualquer propósito. Nós temos esta sentença irrevogável: viver. E continuar escrevendo do jeito que der.

27.8.07

Mulheres

Falando no post anterior, vazaram na internet alguns pilotos das novas séries produzidas pela NBC/Universal, entre elas a versão 2007 de A Mulher Biônica. Desta vez Jamie Sommers é interpretada pela inglesa Michelle Ryan (foto) e estréia dia 26/09 nos Estados Unidos. Pelo que se pode ver no primeiro episódio, é uma espécie de Alias com toques de X-Men e nossa heroína tem uma arquiinimiga, Sarah Corvus, uma mulher biônica que deu errado.

Na original, Sommers era uma professora primária, nesta ela é garçonete e cuida da irmã deficiente auditiva. A primeira mulher biônica custou mais ou menos 6 milhões de dólares, nesta a inflação bateu forte: as pernas, ouvido, olho e braço biônicos custaram a bagatela de 150 milhões na nova versão.

"Estas mulheres não estão procurando pelo Mr. Big, elas são o Mr. Big" é a premissa de outra série anunciada pela NBC, Lipstick Jungle, baseada num livro de Candace Bushnell, a mesma autora de Sex and the City.
O elenco encabeçado por Brooke Shields tenta segurar a história bobinha dessas mulheres superficiais que em nada lembram as personagens na extinta série da HBO. São 3 mulheres ricas e bem sucedidas que se ocupam unicamente com o poder. Pelo que vi no episódio piloto, não acredito que vá emplacar.

Classe tem nome e sobrenome: Shirley Bassey. Quem mais lançaria um álbum moderníssmo aos 70 anos de idade? Get This Party Started é o primeiro inédito de Bassey em quase 10 anos e conta em todas as faixas com novos vocais e remixes dos magos da música eletrônica underground inglesa. Tem a faixa título, cover da americana P!nk, com um arranjo à la James Bond, uma versão fantástica de Slave to the Rhythm (de Grace Jones), Hello (aquela de Lionel Ritchie), Big Spender e o single The Living Tree, das meninas do Never The Bride (que, aliás, produziram o álbum todo).

Fiquei aqui puxando da memória se tem alguma cantora dessa idade que seja tão ... tão ... Shirley Bassey. Acho que não.

24.8.07

Compilation


Light My Fire, originalmente composta pelos moços do The Doors virou o hino dos swinging 60's, tendo sido gravada por 11 entre 10 cantores do que hoje chamamos de lounge ou chillout. Separei algumas (muitas) versões dela, juntamente com outras canções deliciosas para o frio/nublado que nos anuncia o final de semana. Olha, fica difícil pra mim dizer qual delas me agrada mais. Tem a coolzice de Julie London, a versão impagável das espanholas do Baccara, um Al Green dos bons tempos, o trip hop super urbano do Massive Attack e até a japonesa Miho Hatori, do Cibo Matto, arranhando num inglês pavoroso que, mesmo assim, tem lá seu charme. Claro, que Dame Shirley Bassey, como sempre, deixa muita gente no chinelo. Atentem para a apoteótica versão de Ain't No Sunshine no vozeirão de Tom Jones, a cover dos Doobie Brothers pelo M People e uma Dusty Springfield de arrepiar.
(clique na seta verde para ouvir a versão lo-fi de amostra)

1. Massive Attack - Light My Fire (live) (3:15)
2. Sandy Shaw - Downtown (3:51)
3. Julie London - Light My Fire (3:17)
4. Nancy Sinatra - Call Me (2:48)
5. Tom Jones - Ain't No Sunshine (2:39)
6. Al Green - Light My Fire (3:52)
7. Dusty Springfield - Spooky (2:42)
8. Beck - Where It's At (5:30)
9. Fastball - The Way (4:17)
10. Will Young - Light my Fire (3:37)
11. Neil Diamond - Girl, You'll Be A Woman Soon (3:23)
12. Shirley Bassey - Light My Fire (3:21)
13. Nancy Sinatra & Lee Hazelwood - You've Lost That Lovin' Feeling (3:25)
14. Baccara - Light my fire (4:46)
15. M People - What A Fool Believes (4:31)
16. Sonny & Cher - Sunny (3:09)
17. Cibo Matto - Light My Fire (1:58)

Esta compilação expirou.

23.8.07

Macrobiótica

Fui na loja macrobiótica aqui perto. Eis que eu adentro o lugar e as atendentes conversam distraídas de costas pra mim, sem perceber a minha presença.

-... e eu só dou pro cara que me acrescenta, entende?
-Ah, meu amor, se deixaste ele te acrescentar, já tá dando, né?

...

-Errr... vocês têm granola?

22.8.07

O Novo David Lynch


Sabe A Noite Americana, de François Truffaut? A meta-linguagem, o filme sobre o filme que na verdade é uma celebração da obra do diretor? Pois acho possível dizer que Inland Empire, de David Lynch, seja o seu equivalente. Claro, no universo Lynchiano nada é o que parece, este filme é praticamente uma daquelas bonecas russas, há sempre uma narrativa dentro da narrativa, dentro de outra e assim por diante.

Laura Dern faz uma atriz que ensaia um filme que se torna sua própria vida, para depois tornar e ser filme. Seria mais simples dizer que a atriz faz o papel de Alice que persegue o coelho até o País das Maravilhas e lá encontra corredores e portas que levam a mundos paralelos. Cada uma dessas portas tem pro trás personagens e referências da obra de Lynch, Eraserhead, Cidade dos Sonhos, Twin Peaks, A Estrada Perdida, Veludo Azul e a sitcom Rabbits, feita em 2002 sobre uma bizarra família de coelhos com corpos humanos.

Há um clima de suspense pesado como jamais se viu na obra do diretor, entrecortado por um auto-humor infalível e emocionante. A cena em que um grupo de meninas dança ao som de The Loco-motion (gravação de 62, na voz de Little Eva) é inesquecível. Ainda na trilha há Black Tambourine de Beck, que embala um alucinante passeio pelo Sunset Boulevard e a emblemática At Last, de Etta James. A cena final é uma divertida celebração dos últimos 20 anos de cinema do diretor, com a presença de estereótipos e atrizes de seus filmes passados ao som de Sinner Man, por Nina Simone.

Eu daria um Oscar a Laura Dern. Seu personagem representa a fugacidade do sucesso em Hollywood, a tentativa de sobrevivência naquela máquina de moer carne que é consumo da beleza e juventude. I.E. aliás, é uma ode às mulheres do cinema. Desde Norma Desmond, de O Crepúsculo dos Deuses (1950), às perturbadas mulheres interpretadas por Gena Rowlands nos filmes de John Cassavetes. Percebe-se na interpretação de Dern a força que espreita a fragilidade.

Muito embora seja uma obra-prima isoladamente, Inland Empire faz mais sentido a quem já assistiu outros filmes de David Lynch. Pelo que se pode ler na web, parece que no Brasil chegará direto ao mercado de DVD. Uma pena.

21.8.07

Assista


Queen Latifah está fantástica nesse humilde porém caprichado filme produzido pela HBO americana sobre uma ex-viciada em heroína que luta para manter a família em pé à sombra da AIDS. Baseado numa história real, Life Support conta com elenco talentoso que mistura atores e gente que vive esta história todos os dias. Estará em cartaz na HBO e HBO2 nos dias 3, 7 e 15 de setembro. Não perca.

20.8.07

Diminutivo

Dona Tânia criou-se, como se diz no Rio Grande do Sul, 'pra fora', na fronteira do estado com o Uruguai. Mal terminou o segundo grau, recém formada em magistério, e casou-se imediatamente com o Seu Dadá Pentecostes (Adamastor, claro), dono de quase metade das terras produtivas da pacata Dom Pedrito. Dizem por lá, nas rodas mais sombrias da sociedade pedritense, que D. Tânia casou grávida da filha Simone, a quem até hoje apresenta como "a minha filha prematura de 6 meses", muito embora a guria já tenha lá seus 40 anos.

Como era de costume no interior do estado, D. Tânia tinha uma "filha de criação" que, diferente de uma filha adotada, é uma criança que você compra da mãe muito pequena para viver na sua casa e trabalhar de empregada em troca de comida e criação, mais ou menos uma escrava bem tratada. Ela era chamada carinhosamente de Taninha, apesar de seu nome ser Alaídes (deve haver algum mito grego ou romano que explique esta transferência).

O fato é que conhecia a família Pentecostes desde sempre, pois veraneavam na mesma rua que nós na praia do Cassino, extremo litoral sul. Todas as famílias moradoras da nossa quadra chegavam sempre nos dias que precediam o ano novo. Os Pentecostes, claro, vinham num Dodge Dart cor-de-vinho, que acomodava inclusive a cadela Alcione, uma poodle gigante que mais parecia uma opulenta ovelha marrom. Lembro que D. Tânia passeava pela rua com Alcione na coleira por uma mão e o telefone sem fio da marca Cobra na outra, causando inveja a todos os vizinhos pelo alcance inacreditável do aparelho, comprado na zona franca de Rivera (razão pela qual, meses depois, meu pai enviou minha mãe ao Paraguai à caça de um "similar mais barato", coitada).

Certa feita, numa manhã calorenta de dezembro, acho que tinha uns 8 ou 9 anos, presenciei a chegada deles. Eu passeava de bicicleta quando a matricarca me avistou: "Lequinho, vem dar um beijo na tia Tânia" e me abraçou, equilibrando entre os dedos um cigarro Charm longo. A casa enorme estava uma sujeira só e D. Tânia girava os braços dizendo:

- Taninha, guria, olha que imundice está a casa!

A menina, com os olhos arregalados e ombros caídos, quase imóvel, analisava o serviço, acho que antecipando o cansaço.

- Vou fazer o seguinte: eu e a Simone vamos passar o dia na praia, enquanto tu lavas esta casa toda a mangueiraço! Daí eu não te atrapalho, né meu amoooor?.
- Tá bem, D. Tânia, obrigada

Simone, que ainda preservava as curvas que lhe deram o prêmio de Glamour Girl 79 pelo Lion's Club, passou apressada com seu biquini enroladinho, besuntada de Rayto de Sol e segurando decididíssima a cadeira de praia:

- Apura, mãe! O sol das 11 é o melhor!

Sentado no muro, equilibrando minha Monareta com os pés, acompanhei o maiô zebrado de D. Tânia sumir em direção à praia.

17.8.07

Compilation



Uma compilação de vozes negras, que às vezes emanam de umas mocinhas branquelas. Tem homenagem a Amy Winehouse, com um remix fantástico de Back to Black, Joss Stone fazendo cover de James Brown e KT Tunstall e sua versão para Get Your Freak On, de Missy Elliott (eu repeti, tô sabendo). Além é claro de Della Reese cantando a música de Jessica Rabbit, lembra? Enfim, isso pra mim é tudo soul da melhor qualidade. Espero que gostem. Detalhe para a nossa soul sister, Lady Zu e o hit Só Você.

1. Amy Winehouse - Back to Black (Mushtaq Vocal Mix) (4:03)
2. Billie Holiday - He Ain't Got Rhythm (Poppyseed Remix) (4:16)
3. Blue feat. Stevie Wonder and Angie Stone - Signed, Sealed, Delivered (3:42)
4. Rihanna - Shut Up And Drive (3:08)
5. Della Reese - Why don't You do right? (2:48)
6. Joss Stone - it's A man's man's World (live) (3:37)
7. Martha & The Vandellas - (Love Is Like A) Heat Wave (David Elizondo Mix) (3:09)
8. KT Tunstall - Get Your Freak On (3:15)
9. Millie Jackson - All The Way Lover (5:00)
10. Minnie Ripperton - Love, Stop Making A Fool Of Me (5:58)
11. Dionne Warwick - (Theme From) The Valley Of The Dolls (3:35)
12. Lady Zu - Só Você (3:24)
13. BJ Thomas - I Can See Clearly Now (2:32)
14. Rose Royce - Is It Love You're After (5:04)
15. Pam Grier - Long Time Woman (2:51)

Esta coletânea expirou.

16.8.07

M de Madonna



Você pode até achar que Madonna não canta nada, que é péssima atriz, que é 'puro marketing', e mais um monte de coisas que muito provavelmente vem lendo na mídia há muitos anos. O que não se pode negar é que Madonna é A artista pop. Nunca houve e, pelo andar da carruagem, nunca haverá ninguém igual a ela. Madonna definiu a forma como os artistas hoje se apresentam ao vivo, forçou os limites dos gêneros, misturou música, teatro, cinema e literatura nos seus espetáculos e criou a própria linguagem, isso tudo em 1987, na sua primeira turnê mundial, a Who's That Girl Tour, recorde até então de sucesso comercial e de crítica. Dali por diante, só ela quebra seus recordes. Outros artistas vendem mais, claro, mas nenhum consegue manter-se na vanguarda como ela.









Não é de espantar que o formato do videoclip seja um dos invólucros mais expressivos na carreira da artista. Pegue, por exemplo, qualquer vídeo pop feito hoje em dia e você há de encontrar elementos emprestados de Express Yourself, Like a Prayer, Vogue, Justify My Love, Human Nature, Bedtime Story, Ray of Light, Don't Tell Me ou Hung Up. Não tenhamos a ilusão de que Madonna faça tudo sozinha, mas ela escolhe a dedo com quem quer trabalhar. E escolhe bem. Sabe David Fincher, o diretor de Se7en (1995)? Foi ele quem dirigiu Express Yourself em 1988 e Vogue em 90. E Jean-Baptiste Mondino, o grande fotógrafo francês? Ele que teve a idéia de fazer Justify My Love, Human Nature e Don't Tell Me.



Mas eu continuo insistindo: Madonna é muito melhor ao vivo. Eu tive a sorte de assistir ao Girlie Show num momento histórico, a maior platéia pagante da cantora num show só seu: 120 mil espectadores, num Maracanã hipnotizado por aquela figura minúscula ao longe. Fazia 43 graus naquele novembro de 93 e ninguém no estádio sentia nada além de empolgação e devoção. Quem viu Madonna ao vivo sabe que ao sair do estádio todos sentem que ganharam mais do que o valor do ingresso pode pagar. Para minha total surpresa, o público brasileiro (que via de regra não fala inglês) cantou cada palavra de La Isla Bonita, mal se ouvia a voz da cantora.

Ainda teve uma palhinha de Garota de Ipanema, em inglês, tudo bem.




Hoje, aos 49 anos, Madonna leva na manga o título de maior artista pop do mundo. Seu álbum mais recente, Confessions on a Dancefloor, debutou em primeiro lugar em 29 países, vendeu estimadas 8 milhões de cópias e deu a ela o maior número de prêmios recebidos em apenas um ano. O single de Hung Up é o único da história da indústria musical a ser número um em 41 países, de acordo com o Guinness Book. A Confessions Tour, um espetáculo musical sem precedentes, foi a turnê mais lucrativa de uma artista feminina na história. Talvez porque Madonna saiba que seu forte é a pista de dança. Ela detém o recorde das paradas dance da Billboard com 37 singles no topo, seguida muito de longe por Janet Jackson com 17.

Mesmo depois de 250 milhões de álbuns e singles vendidos, 49 anos de idade e 3 filhos, esta leonina está cada vez melhor.

E não venha me dizer que ela não tem talento.

15.8.07

Desesperador



*As crianças e adolescentes são todas argentinas, dubladas em português.
*Sônia Braga é ruim até quando não aparece. A narração dela é uma coisa inexplicável.
Eu não tenho tempo nem vontade de listar todas as atrocidades. Me pareceu uma novela colombiana dublada em português. Eu só me pergunto: POR QUÊ?

A origem das espécies

14.8.07

5 Estrelas

O Marcelo, Rodrigo e BHY fizeram a gentileza de indicar o Cafeína para o prêmio 5 estrelas promovido pela Elza do Blog Nada por Mim, por ocasião do dia do blog, 31 de agosto.

Portanto, como manda o figurino, publico aqui as regras do concurso:

1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogs ativos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].

2. Cada blogger deverá referenciar cinco nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.

3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor desejar], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: elzinhalinda@gmail.com. No e-mail, além da sua escolha, deverão indicar o link para o post onde postaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 27/08/2007.

4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
- Os votos no blog Nada pra mim.

5. Cada blog que for indicado ou indicar, deve conter de onde veio a origem do concurso, ou seja deverão manter um link para este blog afim de que outras pessoas possam conhecer a idealizadora da idéia.
*Os vencedores serão anunciados dia 31.08.07

Os meus indicados são:

*Mme. Mean
*Blog do Marcelo
*Mínimos Óbvios
*Caio Fernando Abreu
*Lambe-Lambe

13.8.07

Inevitável


Ando me perguntando, muito impaciente com a vida, se tudo que nos acomete é efetivamente obra do que chamamos de destino. Existirá mesmo a inevitabilidade natural dos acontecimentos? Será que a gente se apaixona por quem está previamente destinado a amar e era isso, pronto, pt Saudações? Conseguiríamos, se assim fosse nosso desejo, limitar o amor a uma medida cordial e burocrática, com dosagem bem definida? Claro que eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas. Também não compreendo como se dão as ditas "viradas" na vida de um cidadão que planejara a vida inteira ser médico, mas por obra do destino tornou-se escritor, como Moacir Scliar, por exemplo. E se você se afundar em teorias que tentam explicar a nossa percepção dessa assustadora entidade filosófica do inevitável perceberá a total ausência de entendimento. A única coisa que se sabe de concreto é esta: você é hoje o produto de todos os invitáveis que já lhe aconteceram e se tornou a criatura que passou por eles, com mais ou menos arranhões. O que o destino quer de nós, me parece, é que o recebamos com um pouco de boa vontade e uma razoável energia, porque ele acontece, você querendo ou não.

"Se um dia, a vida lhe der as costas... passe a mão na bunda dela." Nelson Rodrigues

Paparazzo


Hilda, a gata.

12.8.07

Sunday Classics


Johnny Carson - O que você acha da literatura pop de Jacqueline Susann?
Truman Capote (foto) - Aquilo não é literatura, é datilografia!

10.8.07

Compilation


Não sei vocês, mas quando eu estou irritado, pra baixo, insuportável mesmo, escutar essas músicas ajuda um pouco. E hoje é daqueles dias.

1. Petula Clark - Downtown (3:05)
2. Elton John - Rocket Man (Knee Deep mix) (4:24)
3. Robbie Williams - I Wouldn't Normally Do This Kind of Thing (3:07)
4. Dolly Parton - 9 To 5 (RWL Remix) (2:59)
5. Celia Cruz - La Negra Tiene Tumbao(4:15)
6. Martin Solveig - Jealousy (Feat. Lee Fields) (5:17)
7. Placebo - Daddy Cool (3:27)
8. Sidney Magal - Tenho (2:28)
9. KT Tunstall - Get Your Freak On (3:15)
10. Yazz - Never Can Say Goodbye (3:51)
11. George Michael - Amazing (4:21)
12. Tina Tuner - A Fool In Love (2:55)
13. Scissor Sisters - Don't Feel Like Dancing (4:35)
14. The Doobie Brothers - Listen to the Music (Malibu Remix) (4:58)

Esta coletânea expirou.

Freeeeeak


Alguém poderia fazer a gentileza de me explicar o que seria esta drag queen hondurenha aposentada? (Acho que eles trocaram a chamada na hora de diagramar. Aquele "Fósseis do sertão nordestino em museus pelo mundo" explica melhor a foto da capa.)

9.8.07

Uma América doente



Michael Moore tem a vocação para causar os questionamentos mais controversos a respeito dos Estados Unidos de uma forma tão simples que faz do assunto uma coisa muito óbvia. Talvez por isso mesmo irrite tanto as autoridades republicanas que muito se ocupam em preservar o american way of life (as they know it).

Em Sicko, o documentarista investiga o sistema de saúde norte-americano, o mais caro do mundo - um paradoxo para um país que se gaba de cuidar muito bem do seu cidadão. A fim de estabelecer parâmetros, Moore viaja a vários lugares do mundo para chegar à conclusão que até os países menos desenvolvidos oferecem cuidado gratuito a quem precisar. Termina, claro, em Cuba. Seria divertido se não fosse tão constrangedor. Um dos melhores documentários da década.

Em O Vigia (The Lookout), Chris Pratt (Joseph Gordon-Levitt) sofre/causa um acidente de carro e anos depois ainda tem sérios lapsos de memória que lhe obrigam a apontar seus passos num bloco de anotações para que leve uma vida mais próxima do normal. Trabalha à noite de vigia num banco local e mora com o cego Lewis (Jeff Daniels), que, apesar da deficiência visual, parece estar mais em contato com a realidade que o próprio Chris. O conflito da trama se dá quando o rapaz é abordado por um grupo de marginais que planejam assaltar o banco onde trabalha.

Uma grande atuação de Gordon-Levitt, num filme sensível, sombrio e ao mesmo tempo empolgante.

6.8.07

Se me esqueceres

If You Forget Me por Madonna [da trilha de O Carteiro e o Poeta]

'QUIERO que sepas
una cosa.

Tú sabes cómo es esto:
si miro
la luna de cristal, la rama roja
del lento otoño en mi ventana,
si toco
junto al fuego
la impalpable ceniza
o el arrugado cuerpo de la leña,
todo me lleva a ti,
como si todo lo que existe,
aromas, luz, metales,
fueran pequeños barcos que navegan
hacia las islas tuyas que me aguardan.

Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejaré de quererte poco a poco.

Si de pronto
me olvidas
no me busques,
que ya te habré olvidado.

Si consideras largo y loco
el viento de banderas
que pasa por mi vida
y te decides
a dejarme a la orilla
del corazón en que tengo raíces,
piensa
que en ese día,
a esa hora
levantaré los brazos
y saldrán mis raíces
a buscar otra tierra.

Pero
si cada día,
cada hora
sientes que a mí estás destinada
con dulzura implacable.
Si cada día sube
una flor a tus labios a buscarme,
ay amor mío, ay mía,
en mí todo ese fuego se repite,
en mí nada se apaga ni se olvida,
mi amor se nutre de tu amor, amada,
y mientras vivas estará en tus brazos
sin salir de los míos.'


PABLO NERUDA

Só porque eu acordei de bom humor

A gente se queixa que agosto é isso ou aquilo mas esquece que julho também foi negro. Teve o acidente pavoroso da Tam, Lobão lançando cd, as cubanas do volei, as mortes de Bergman e Antonioni e outras atrocidades.

Outro dia o Nino me contou que, certa feita no Saia Justa, Monica Waldvogel se disse envergonhada de nunca ter assistido a um filme do Glauber Rocha. Pois, agora podem me queimar em praça pública, mas eu acho o cinema novo um lixo. Quer fazer cinema revolucionário no Brasil? Faça um filme bom, isso sim seria uma revolução. Não esquente sua cabecinha com bobagens, Mônica.


Falando em porcaria, sabe aquela coisa irritante de tão ruim? Que você se constrange só de ver? Cheia de imitações mal feitas de pop americano mas com música infinitamente pior? Pois é, multiplique por 5 e você terá mais ou menos o dvd Ivetão no Maracanão. Num balaio perto de você. [Atentem para o photoshop violento na silhueta da moça na capa]

Nem no msn a pessoa tem mais privacidade. Parece, não sei bem, flagraram um dos gêmeos aqueles famosos mostrando seu mini hotdog Sadia para uma 'pessoa' na câmera. Até colocaram na web. Não se pode mais nem brincar, viu?

*
Daqui a pouco (leia-se 'às 2 e 20 da manhã') vai passar Com a Maldade na Alma no Corujão. Aí eu penso "huuum, Bette Davis dublada em português...será que eu vejo?". Tem pouca coisa no mundo melhor do que uma dublagem das antigas.

Por outro lado, em Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire), enquanto Marlon Brando grita "Sssssstelaaa!!", o dublador em franco carioquês solta "iiiixxxtelaaa". Depois da sacanagem que fizeram com a tradução do nome do filme, tudo é possível.

Daqui a pouco já é segunda-feira. Ô, mundinho injusto.

3.8.07

Compilation



Pegadinhas de pop de cara nova, em sua maioria, pra embalar este final de semana e amenizar o mês do desgosto.

1. Tanghetto - Blue Monday (4:29)
2. Dennis Edwards Feat. Seidah Garrett - Don't Look Any Further (DJ U.F. Low Mix) (3:24)
3. Vanessa da Mata e Ben Harper - Boa Sorte/Good Luck (3:55)
4. Toni Platão - Louras Geladas (3:42)
5. Sagi-Rei - Sweet Dreams (3:30)
6. Nikka Costa - Push & Pull (5:23)
7. The Cardigans - You´re The Storm (4:12)
8. Marian Dacal - Self Control (3:20)
9. Madonna - Like A Virgin (Confessions Tour Studio Version) (4:16)
10. Fangoria - Miro la Vida Pasar (4:03)
11. Michael Jackson - Billie Jean (Megajacko Gus mix 2007) (4:38)
12. Joss Stone - Arms Of My Baby (2:52)
13. Stereolab - "...Sudden Stars" (4:41)
14. Diana Ross & The Supremes - You Keep Me Hangin On (Almighty Mix) (3:57)

Esta coletânea Expirou

1.8.07

Ah, agosto!

"Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente."
Caio Fernando Abreu
[A crônica do Caio, inteirinha, aqui. Como sempre.]

Com sua licença, Caio, digo mais: para atravessar agosto, a gente precisa segurar com força no cabo da sombrinha, como o faz a malabarista na corda bamba, sabendo que pode cair. Até porque no fundo tem-se o vulgar pressentimento que, em agosto especialmente, não há rede de segurança para as emergências. E precisamos compreender que agosto nada mais é do que uma alegoria popular do que há de mais lynchiano na humanidade. E corre-se o perigo de transbordarem lixos tóxicos esquecidos no secreto poço do medo de não ser ou, pior, de não se saber o que é. O que se pode fazer nesses 31 dias de absoluto mistério é buscar o pouco de beleza que dolorosamente desabrocha a cada dia. No fim do caminho chiaroscuro, é inevitável, você há de encontrar um setembro luminoso.