Brett Anderson, vocalista da extinta banda Suede acaba de lançar um álbum solo que é um primor. Eu acho que fui gostar de Suede tarde demais. Mas eu também penso que para certo tipo de música a gente precisa estar emocionalmente pronto para poder apreciá-la como ela merece. O primeiro single, Love is Dead, é um arpão no peito. Eu me viciei, no entando, em The Infinite Kiss.Daqueles cds que você deixa tocando no repeat enquanto trabalha ou dirige e, a cada audição, uma frase se destaca, uma verdade inesperada, e te deixa pensando por horas. Recomendadíssimo.
Para quem tem saudade do Cranberries, Dolores O'Riordan também chega com o primeiro trabalho solo depois do fim da banda. É praticamente um álbum do Cranberries. As letras são iguais, os arranjos e a energia da interpretação. Nota-se, porém, um tom mais maduro na atitude da mocinha, como se pode perceber no vídeo de Ordinary Day. Eu gostei mesmo foi do título do cd: Are You Listening? Ouça Loser para matar a saudade dos velhos tempos.



Hoje e amanhã acontece em Porto Alegre mais uma etapa do projeto Bossa B. É um show onde se encontram um músico da dita música brega e um artista da jovem guarda da mpb. Hoje tem Odair José com MV Bill e amanhã tem Wando com Rita Ribeiro. Malu, a produtora do evento, garante que haverá uma participação surpresa de uma certa celebridade que foi jurada do Chacrinha como mestre de cerimônias. Esta delícia acontece no Salão de Atos da UFRGS, às 21h. E lá estarei. Abaixo, uns hits do Odair:
No sábado tem mais um encontro La Reina Madre, trazendo a nova tendência em bolsas bossa nova. 

Jorge (Quim Gutiérrez, prêmio de melhor ator estreante) cuida do pai, vítima de uma isquemia cerebral e tenta conseguir um emprego melhor que o atual (zelador). Mesmo com um diploma de administrador, Jorge encontra-se emparedado pela falta de experiência profissional e teme ser obrigado a viver aquela realidade para sempre. Seu irmão presidário, Antônio (Antonio de la Torre), apaixona-se por Paula (Marta Etura). Em menos de 30 minutos, as trajetórias dos personagens se desvendam e se embaraçam de uma maneira muito particular.



Parece que a idéia de modernizar o repertório de um artista mais antigo com a presença de novas gerações está funcionando. 


Da mesma forma que o diretor tratou o sado-masoquismo em seu filme anterior, ele desnuda aqui o desejo de ver e ser visto. As portas, olhos-mágicos, corredores e quartos escuros. Não é necessário dizer que a fotografia, trilha incidental e direção de arte de A Pele são primorosos. O que me incomodou um pouco foi a escolha de ter Nicole Kidman fazendo o papel de uma mulher cujo mistério ela não tem capacidade de assimilar, muito menos reproduzir. Eu normalmente gosto de Nicole, não me entenda mal.





A Rádio Cidade, de Tubarão (SC), está fazendo uma promoção muito controversa: promete dar uma cirurgia de implante de silicone à autora da carta mais criativa. O nome da campanha é: ENCHA O PEITO E DIGA QUE É CIDADE.





