
Por muito tempo um dos grandes medos que me assombravam foi o de ser mal interpretado. Porque é humano esperar algo do outro. A pessoa abre a boca e antes que as palavras saiam, o interlocutor já tem um formulário com o esqueleto do que ele espera ouvir e as possíveis variantes preenchem as lacunas. Mas nem sempre percebemos que este formulário com nosso nome na primeira linha é um retrato mais ou menos fiel da forma com que o outro nos enxerga. Aprendi, talvez um pouco tarde, que se da outra extremidade da falha de comunicação há um estranho, não deve haver razão para mágoas ou auto-flagelo. Um estranho não tem obrigação de esperar o melhor de mim, muito provavelmente não vai e quem há de culpá-lo?
Nunca me fugiu a certeza de que tenho um discurso de cor vermelho-serrote, de fato uma agravância para o ruído de comunicação com as pessoas de tons pastéis. E eu digo coisas que no momento da fala me parecem claras porque eu penso e sinto intensamente a respeito delas. Mas eu nunca desconsiderei a fugacidade da vida na hora de benvir a possibilidade de amanhã mudar de idéia. E se um amigo aproxima-se suspeitoso da minha certeza, sabe como eu sou, tira uma onda ou simplesmente, vestido da mais branca honestidade, me confronta. "Me explica isso, rapaz!" Explico de boa vontade sim. Pode ser que voltemos, cada qual para o seu canto, mais esclarecidos, menos ofendidos e mais amigos.
E se um de nós se recolhe calado? E se os dois se fecharem? Tranca-se a porta e engole-se a chave. Para isso não me parece haver bula. Nem o tempo, coitado, a quem nós delegamos exaustiva responsabilidade de cura, consegue sempre redimir um desentendimento bélico. A verdade é que não há teoria, acho que precisamos deixar a força do inevitável dar ordem às coisas. Desvendar o que em mim fez mal-dizer e ao outro mal-entender. Mas há cadáveres que, depois de bem velados, precisam deitar no abraço da cova mais funda para que possamos seguir vivendo e nos desentendendo com um pouco mais de compreensão.
Nunca me fugiu a certeza de que tenho um discurso de cor vermelho-serrote, de fato uma agravância para o ruído de comunicação com as pessoas de tons pastéis. E eu digo coisas que no momento da fala me parecem claras porque eu penso e sinto intensamente a respeito delas. Mas eu nunca desconsiderei a fugacidade da vida na hora de benvir a possibilidade de amanhã mudar de idéia. E se um amigo aproxima-se suspeitoso da minha certeza, sabe como eu sou, tira uma onda ou simplesmente, vestido da mais branca honestidade, me confronta. "Me explica isso, rapaz!" Explico de boa vontade sim. Pode ser que voltemos, cada qual para o seu canto, mais esclarecidos, menos ofendidos e mais amigos.
E se um de nós se recolhe calado? E se os dois se fecharem? Tranca-se a porta e engole-se a chave. Para isso não me parece haver bula. Nem o tempo, coitado, a quem nós delegamos exaustiva responsabilidade de cura, consegue sempre redimir um desentendimento bélico. A verdade é que não há teoria, acho que precisamos deixar a força do inevitável dar ordem às coisas. Desvendar o que em mim fez mal-dizer e ao outro mal-entender. Mas há cadáveres que, depois de bem velados, precisam deitar no abraço da cova mais funda para que possamos seguir vivendo e nos desentendendo com um pouco mais de compreensão.
Montgomery Clift, aos 33 anos, estrelou A Tortura do Silêncio (I Confess, 1953), de Alfred Hitchcock, fazendo o papel de um padre que ouve a confissão de um assassinato na cidade de Quebec. Acontece que, dadas as reviravoltas mirabolantes, ele se torna o principal suspeito. O que fazer então se ele não pode quebrar o segredo da confissão?
Em cartaz no Santander Cultural até o dia 31, sempre às 15h, 



Eu estava passando pelos canais locais daqui de Porto Alegre e, no intervalo de um programa de culinária, me deparei com uma propaganda de humor altamente sublimar: 



Parece estranho, mas há detalhes de uma música que a gente só percebe ao ouví-la no headphone. E se você tem a sorte de ter um par desses com cancelamento de ruído externo, então, é uma maravilha. Andei ouvindo 





Annie Lennox está gravando o novo álbum, recheado de participações especiais. Mary J. Blige, Kelis, Pink e...Madonna! O lançamento está previsto para o segundo semestre.



Anthony Minghella é um diretor com várias missões. A primeira delas - esta fielmente seguida - é deixar o mundo mais chato. O outra é sedimentar a imagem de Juliette Binoche como a de 
Os alemães são mundialmente conhecidos por sua eficácia e frieza. Para as coisas que requerem exatidão, cálculos ou sangue frio ninguém os bate. Daí pode-se imaginar o quanto eles devem ter sido bons em torturar, coagir e controlar os cidadãos da República Democrática Alemã, durante os anos de chumbo da Alemanha Oriental. Aqui no Brasil, a ditadura era burra, manipulada e passional. Lá era precisa e contundente. Para tudo havia um sistema passo-passo, minimamente organizado. É de pessoas assim que 
