19.2.08

Oscar Time - O Escafandro e a Borboleta


Há muitos anos Johnny Depp brigava para adaptar a autobiografia de Jean-Dominique Bauby, O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon, 2007), de olho no papel principal. Graças a Deus, ele estava muito ocupado fazendo Jack Sparow quando o diretor Julien Schnabel recebeu o ok para começar as filmagens. Ninguém poderia fazer Bauby com tanta perfeição e sensibilidade quanto o consagrado ator francês Mathieu Amalric. O protagonista era um bem-sucedido editor da revista Elle francesa que, depois de sofrer um AVC, perde todos os movimentos, com excessão da pálpepra esquerda. Através de um sistema em que a fonoaudióloga dita as letras e ele as escolhe piscando o olho, Bauby escreveu o livro, para morrer 4 dias depois de seu lançamento.

A forma escolhida por Schnabel para transpor à linguagem cinematográfica o ponto de vista de Bauby é uma das coisas mais deslumbrantes mostradas no cinema dos últimos 10 anos. Uma viagem acachapante e, por vezes, dolorosa a um universo jamais experimentado pelo espectador. No fim das contas, é para ver obras como esta que a gente vai ao cinema.

Concorre a Direçao, Roteiro Adaptado, Fotografia e Edição. Merecia pelo menos 2 desta lista, mas a concorrência com os queridinhos do momento deve atrapalhar.

Tem estréia marcada para o dia 29 de fevereiro aqui em terras brasileiras.

3 comentários:

  1. Menino, e essa moça da plaquinha é a Marie-Josée Croze, das "Invasões Bárbaras"? Gostei. ;-)

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  2. Alex, querido. Eu assisti Into the Wild e logo depois O Escafandro... não quero não quero não quero mais ver filme triste dessa forma não! O início do filme do Julian - os primeiros quinze subjetivos minutos - já jogam a gente no chão e já nos colocam an posição do protagonista. Achei belíssimo. Mas não arrisco uam revisão nem tão cedo...

    Saudade de ti.

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  3. Assim não dá!!! Vc vê muito antes dos mortais mais simples!

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