29.4.08

L'amitié

Beaucoup de mes amis sont venus des nuages
Avec soleil et pluie comme simples bagages
Ils ont fait la saison des amitiés sincères
La plus belle saison des quatre de la terre

Ils ont cette douceur des plus beaux paysages
Et la fidélité des oiseaux de passage
Dans leurs cœurs est gravée une infinie tendresse
Mais parfois dans leurs yeux se glisse la tristesse

Alors, ils viennent se chauffer chez moi
Et toi aussi tu viendras

Tu pourras repartir au fin fond des nuages
Et de nouveau sourire à bien d'autres visages
Donner autour de toi un peu de ta tendresse
Lorsqu'un autre voudra te cacher sa tristesse

Comme l'on ne sait pas ce que la vie nous donne
Il se peut qu'à mon tour je ne sois plus personne
S'il me reste un ami qui vraiment me comprenne
J'oublierai à la fois mes larmes et mes peines

Alors, peut-être je viendrai chez toi
Chauffer mon cœur à ton bois

Para Livinha, que veio das nuvens com o sol e a chuva como bagagem. Feliz aniversário.

Vem

Vem dormir comigo, vai...

25.4.08

Compilation


Uma compilação para os beijos roubados.

1. Adriana Calcanhotto - Seu Pensamento (3:23)
2. Federico Aubele - Tan Dificil (2:54)
3. Madonna - Miles Away (4:48)
4. Etta James - I Just Want To Make Love To Yo (3:06)
5. Shirley Bassey - Never Never Never (Groove Armada Mix) (6:07)
6. Bruna Caram - Essa Menina (3:26)
7. Norah Jones - The Story (4:09)
8. Minimatic - Take On Me (With A Martini) (3:06)
9. Samantha James - Rise (4:25)
10. Otis Redding - Try A Little Tenderness (3:50)
11. Sarah McLachlan - Ice Cream (2:44)
12. Cat Power - The Greatest (3:22)
13. Cassandra Wilson - When the Sun Goes Down (6:05)
14. Tori Amos - Purple Rain (Prince Cover) (5:07)
15. Marina de la Riva - Ta-hi! (Pra Você Gostar de Mim) (4:24)


23.4.08

Diga xiiiiiiis

De nada adianta, meu amigo. Não adianta esperar que o mundo (ou "os outros", como preferir), essa entidade nada filantrópica, enxergue para dentro de você e veja como você é bom, como tem talento e sapiência pra dar e vender, como faz de tudo pelo bem comum, é kardecista, evangélico, católico, apostólico, romano, grego ou troiano. Só vão saber que você tem boa índole, a base de provas e, acima de tudo, de atitudes. Tome o exemplo das pessoas lindas e saradas. Imagina se todos eles desfilassem por aí de roupas largas e de cara amarrada. Quem iria notar? Mas não, quem malha e é bonito faz questão de mostrar, mesmo que discretamente, de vez em quando, por mais classe que tenha, mesmo que na situação mais apropriada, na praia ou no clube, o corpão que tem. Corpão este que, veja bem, não nasceu pronto. Custou dinheiro, disciplina, força de vontade e determinação. Nada em nós nasce pronto. Tudo que nos tornamos custa caro, independente da moeda, e tem seu valor. Então se você é pessoa talentosa, boa amiga, excelente companheira, um talento inexplicável, de uma perspicácia invejável, sabe tudo de alguma coisa e um pouco de tudo, o que faz aí se lamentando que o mundo não enxerga essa beleza de ser humano que é você ? A gente tem que estar na vitrine, nem que seja a do açougue (cada um com suas preferências), e sorrir, deixar brotar o que a gente tem de melhor, agarrar as oportunidades que passarem e correr atrás daquelas que nos erraram o caminho. Senão a única coisa que o mundo vai saber a seu respeito é que você é apenas um cara chato que reclama que o mundo não lhe dá valor.

Musas de um sábado a tarde






Hilda, a gata e Clara Moon.

21.4.08

My Blueberry Nights


Em My Blueberry Nights (de Wong Kar-wai), a personagem de Norah Jones, Elisabeth, viaja de costa a costa nos Estados Unidos para encontrar a si mesma. Vai de Nova York a Las Vegas em busca de libertação e daquele grande clichê do cinema: a tal força interior que só emerge depois que o cidadão consegue amar a si próprio. Ajuda, claro, o fato de a jornada ser embalada por uma impecável trilha musical e de o moço que espera no fim do arco-íris ser Jude Law. Não parei para pensar se todo lugar-comum é verdadeiro, mas me parece que este, a premissa do filme, é. Também não saberia dizer se um homem como Jude Law faz a jornada, tão dolorosa na vida real, valer mais a pena. Só sei que este é um daqueles filmes a respeito dos quais é praticamente impossível fazer um julgamento imparcial, técnico e meticuloso. Serão as cores envolventes ou os protagonistas charmosos? Seria a trilha sonora ou as participações impagáveis de Rachel Weiz e Natalie Portman? Ou a misteriosa torta de mirtilo (a tal blueberry) que sempre sobra no balcão do bar, porque ninguém a quer? O roteiro do diretor de In The Mood For Love segue uma tradição asiática de fornecer o maior número de possíveis metáforas para o amor e o abandono sem explicá-las à exaustão (como acontece muito frequentemente nas comédias românticas). Tudo isso faz de Um Beijo Roubado um filme a ser visto e degustado com muita atenção. Apesar de, como o mirtilo, ser doce, também deixa uma certa acidez no canto da boca.

18.4.08

Compilation


Uma compilation de discoteca como nos velhos tempos. Nada de bate-cabelo, só levadinhas harmoniosas.

1. India And Nuyorican Soul - I Love The Nightlife (Disco 'Round') (3:13)
2. Jackie Moore - This Time Baby (7:13)
3. Banarama - Move In My Direction (Bobby Blanco and Miki Moto Vocal Mix) (8:10)
4. Roisin Murphy - Let Me Know (Joey Negro Original Vibe Mix) (7:04)
5. Bee Gees - If I Can't Have You (Count Da Money Mix) (4:10)
6. Earth Wind & Fire - September (Phats and Small Disco Mix) (6:41)
7. Tina Turner - When The Heartache Is Over (3:44)
8. Bee Gees - Night Fever (Future Funk Squad Mix) (4:44)
9. Miguel Migs - Make Things Happen (Miguel Migs Stripped Down Vocal) (5:29)
10. Moby - Disco Lies (3:22)
11. Sophie Ellis Bextor - Yes Sir, I can Boogie (3:59)
12. Carol Douglas - Doctor's Orders (5:00)
13. Moby - Disco Lies (Spencer And Hill Remix) (6:16)

17.4.08

Quem?


Horton e o Mundo dos Quem (Horton Hears a Who!, 2008) tem as vozes de Jim Carrey, Steve Carell e Carol Burnett, além de contar uma história cheia de subtextos interessantes. Eu recomendo.

16.4.08

Portáteis

Muita gente tem deixado comentários, relatando das dificuldades que tem em utilizar o Pando. O fato é que uma média de 90 pessoas baixa cada uma das compilações deste blog via Pando e com muito sucesso. Mas por que então alguns não conseguem? Bem, o Windows XP, por incrível que pareça, comporta-se diferente em cada máquina e às vezes se recusa a instalar um programa sem nenhum aviso, apenas não conclui a instalação.

Para solucionar este probleminha, há a versão portable do Pando. Mas o que é um portabe? É um programa que não precisa estar instalado em seu Windows para funcionar. Ele pode ficar, por exemplo, no pen drive, e ser executado de lá. É uma boa solução inclusive para quem quer baixar as compilações do trabalho e não pode porque não tem permissão para instalar nada na máquina. Mas a versão portátil também pode ser utilizada no próprio hd do computador como se fosse um programa normal, já que é mais enxuta e requer menos memória para funcionar.

Portanto, se você estava tendo problemas para instalar o Pando em sua máquina, experiemente utilizar este aqui [clique com o botão direito do mouse e escolha "SALVAR LINK COMO / SALVAR COMO"]. Para instalar, descompacte o arquivo .zip que você acabou de salvar, execute-o e escolha um diretório para a instalação (que pode ser tanto o pen drive quanto uma pasta do seu hd). Sugiro re-iniciar o computador para que o Pando passe a reconhecer os links deste blog de forma a executar o Pando sempre que você clicar neles.

Caso você tenha conseguido instalar o Pando, mas as compilações têm seu download interrompido, isso pode ser um problema com a conexão. Sugiro desligar e ligar novamente o programa, e depois clicar em cima do arquivo cujo download foi interrompido e escolher "resumir download, ou "resume" na versão em inglês.

Ao contrário dos links para servidores gratuitos da internet, o pando não tem pop-ups irritantes, nem tempo de espera para downloads. Além de permitir que você interrompa e recomece os downloads quando for mais conveniente.

Espero ter ajudado.

15.4.08

Reticências

- Tio, tu não te cansas de ficar tanto tempo encalh- quer dizer, sozinho?
- Olha o respeito com o tio, guria!

Selvagens

A Família Savage (The Savages, 2007) é um exercício de atuações contundentes entre Laura Linney e Philip Seymour-Hoffman. Eles são Wendy e Jon Savage, irmãos intelectuais fracassados. Ela tenta em vão levar adiante as peças que escreve, enquanto que ele é um PhD que não consegue terminar seu livro sobre Bertold Brecht. Ambos evitam encarar que, acima de tudo, são fracassados também na vida afetiva. O que dinamiza a relação desses irmãos distantes é o aparente motor da trama: o pai idoso que precisa de um lar e cuidados. Enquanto buscam um asilo decente para o velhinho, vão aos poucos conhecendo-se mais e tentando bravamente perdoar a ausência do pai em sua vida.

Apesar da premissa, A Família Savage não é um dramalhão. A diretora Tamara Jenkins consegue forjar momentos engraçados até em cenas de aparente crueldade.

Não recomendável para maiores de 60 anos.

13.4.08

Extra


Vazaram os remixes oficiais de 4 Minutes, da moça aquela. Fiz uma nova capa e agrupei-os para melhor degustação. O que eu achei mais genial é que da versão Timboless foram retirados, graças a Deus, os pic-pics irritantes de Timbaland. Há um remix de Peter Rauhofer, favorito de 9 entre 10 travestis para a execução do bate-cabelo (a décima prefere uma boa e velha Liza Minelli). Tracey Young, Junkie XL e tal e cousa. De bônus, Ray of Light do Junkie XL e um remix não-oficial mais ou menos.

1. 4 MINUTES (Radio Edit) (3:11)
2. 4 MINUTES (Album Version) (4:04)
3. Ray Of Light (Junkie XL Mix) (5:32)
4. 4 MINUTES (A Capella) (4:03)
5. 4 MINUTES (Lukesilver Undefeated Mix) (4:05)
6. 4 MINUTES (Timboless Version) (4:12)
7. 4 MINUTES (Bob Sinclair Space Funk Mix) (5:38)
8. 4 MINUTES (Junkie XL Mix) (6:13)
9. 4 MINUTES (Tracey Young House Mix) (7:54)
10. 4 MINUTES (Peter Saves Paris Mix) (8:52)
11. 4 MINUTES (Marcos Castellon Rebirth Anthem Mix) (7:55)
12. 4 MINUTES (Junkie XL Dirty Dub) (4:51)
13. 4 MINUTES to Pjanoo (Bootleg) (7:30)

Sunday Classics


Betty Faria, em 1975, numa propaganda dos cosméticos Max Factor,
aproveitando o sucesso da novela Pecado Capital.

11.4.08

Compilation


Uma compilation inédita, com amostras que você pode ouvir clicando no botão de play ao lado nome das músicas em destaque.

1. kd lang - I Dream Of Spring (4:00)
2. Brett Anderson - Back To You (Alan Moulder mix) (3:35)
3. Rodney Hunter Feat. Earl Zinger - Physical (5:25)
4. The Bee Gees - How Deep Is Your Love (Supreme Beings Of Leisure Remix) (4:41)
5. Elliott Yamin - Whiter Shade of Pale (5:07)
6. Duffy - Breaking My Own Heart (3:51)
7. Federico Aubelle - En Cada Lugar (4:28)
8. Peggy Lee - Everyday People (2:37)
9. Heather Small - 50 Ways To Leave Your Lover (4:27)
10. St. Germain - Sure Thing (3:46)
11. Norma Bengell - C'est Si Bon (3:11)
12. Elaine & Ellen - The Look Of Love (Dim's Re-edit) (8:54)
13. Miguel Migs - Let Me Be (Miguel Migs Salted Vocal) (5:31)
14. Edith Piaf - La Foule (remix) (3:31)

9.4.08

Coisas

As séries House e Bones voltam na Fox americana em junho, com episódios inéditos. Daí que eu tenho agora um motivo a mais pra viver.

Dizem por aí, que o álbum novo de Madonna, Hard Candy, apesar dos pic pic de Timbaland é bom. Só acredito ouvindo.

Falando nisso, o Fantástico de domingo passado anunciou que ia passar o videoclip de 4 Minutes. Claro, daquele jeitinho masturbatório da Rede Globo, todo cortado. Deveriam ter anunciado o nome da música como 2 Minutes, porque foi esta a duração real.

Eu tenho paciência, carinho e compaixão de sobra, diz o Personare. E quem há de duvidar?

Só me falta tempo.

“... o que tem me perturbado intimamente é que as coisas do mundo chegaram para mim a um certo ponto em que eu tenho que saber como encará-las, quero dizer, a situação da guerra, a situação das pessoas, essas tragédias. Sempre encarei com revolta. Mas ao mesmo tempo sinto necessidade de fazer alguma coisa, sinto que não tenho meios. Você diria que eu tenho, através do meu trabalho. Eu tenho pensado muito nisso e não vejo caminho, quer dizer, um caminho verdadeiro.”

8.4.08

Na sala de aula

- Teacher, sabe por que o céu é azul?
-Diga.
-Porque o Grêmio foi pro espaço.
-Bah.

New York, New York


É duro lidar com o fato, mas os ataques de 11 de setembro tiveram uma certa coerência ideológica. Uma que não nos diz respeito, mas que ela existe, existe. O que é difícil de entender é porque os cineastas americanos têm obsessão por destruir Nova York. A cena mais marcante de O Planeta dos Macacos (1968) acontece bem no final quando o astronauta vivido por Charlton Heston descobre a Estátua da Liberdade tombada por trás de um rochedo. No desenho dos anos 80, Thundarr, o Bárbaro, o protagonista, junto com a princesa Ariel e Ookla, caminhava por uma Nova York completamente destruída. Seja pelos ataquelas alienígenas de Independence Day (1996), os efeitos devastadores da natureza de O Dia Depois de Amanhã (2004) ou pelo meteoro descomunal de Impacto Profundo (1998), a Big Apple sempre se dá mal.

Em Cloverfield, o Monstro não é diferente. A primeira coisa que o diretor Matt Reeves nos permite ver depois que a ação do filme começa é a cabeça da Estátua de Liberdade voando pelas ruas de Manhattan. A história é toda contada pela câmera de mão de um rapaz que estava filmando a festa de despedida do amigo pouco antes dos ataques começarem. Mesmo com os enxutos 75 minutos de duração, Cloverfield fica um pouco arrastado a certa altura. Quando a criatura finalmente aparece, é decepcionante. King Kong já fez melhor.

7.4.08

Cinema Velho


Pode ser que eu esteja enganado, que por preguiça mental não seja capaz de fazer as devidas associações, mas o cinema hoje em dia parece estar voltando aos anos 50 e 60. Falo isso porque outro dia assisti à Sangue Negro de Paul Thomas Anderson e, apesar de toda a inventividade do roteiro e os movimentos de câmera profundos que são marca registrada desse diretor tão modernoso, encontrei nele uma vontade de ser Assim Caminha a Humanidade (Giant), clássico de 1956 de George Stevens, com Elizabeth Taylor, Rock Hudson e James Dean. Aquela exploração dos labirintos da ganância humana do personagem inescrupuloso mutíssimo bem interpretado Daniel Day-Lewis voltam à segunda fase de Giant, em que James Dean virou um ricaço bêbado, calhorda e racista depois de descobrir petróleo. A estética de céu azul contrapondo o negro do petróleo também está lá. Achei aquele final de Sangue Negro uma bobagem sem tamanho e voltei ao filme de Stevens, para ter algum alívio.

4.4.08

Compilation | Re-edição



Cantando com o Robertão.

1. Marina Lima - Por isso corro demais (3:52)
2. Vanessa Da Mata - Nossa canção (3:35)
3. Paulo Miklos - Sua estupidez (4:50)
4. Adriana Calcanhotto - Caminhoneiro (4:01)
5. Fernanda Porto - Sentado À Beira Do Caminho (Ao Vivo) (6:12)
6. Marisa Monte - Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo (5:04)
7. Caetano Veloso - Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim (Ao Vivo) (2:17)
8. Erasmo Carlos e Maria Bethania - Cavalgada (4:29)
9. Nara Leao - Além Do Horizonte (4:08)
10. Elis Regina - As Curvas Da Estrada De Santos (3:39)
11. Gal Costa - Sua Estupidez (4:30)