21.4.08

My Blueberry Nights


Em My Blueberry Nights (de Wong Kar-wai), a personagem de Norah Jones, Elisabeth, viaja de costa a costa nos Estados Unidos para encontrar a si mesma. Vai de Nova York a Las Vegas em busca de libertação e daquele grande clichê do cinema: a tal força interior que só emerge depois que o cidadão consegue amar a si próprio. Ajuda, claro, o fato de a jornada ser embalada por uma impecável trilha musical e de o moço que espera no fim do arco-íris ser Jude Law. Não parei para pensar se todo lugar-comum é verdadeiro, mas me parece que este, a premissa do filme, é. Também não saberia dizer se um homem como Jude Law faz a jornada, tão dolorosa na vida real, valer mais a pena. Só sei que este é um daqueles filmes a respeito dos quais é praticamente impossível fazer um julgamento imparcial, técnico e meticuloso. Serão as cores envolventes ou os protagonistas charmosos? Seria a trilha sonora ou as participações impagáveis de Rachel Weiz e Natalie Portman? Ou a misteriosa torta de mirtilo (a tal blueberry) que sempre sobra no balcão do bar, porque ninguém a quer? O roteiro do diretor de In The Mood For Love segue uma tradição asiática de fornecer o maior número de possíveis metáforas para o amor e o abandono sem explicá-las à exaustão (como acontece muito frequentemente nas comédias românticas). Tudo isso faz de Um Beijo Roubado um filme a ser visto e degustado com muita atenção. Apesar de, como o mirtilo, ser doce, também deixa uma certa acidez no canto da boca.

6 comentários:

  1. Ah meu bem... eu perdi de ver esse filme depois de um mini-porre de vino em minha última passagem por Porto Alegre. Estava ansiosa pela estréia nas telonas. Bom programa pro feriado de 23 de abril (são jorge aqui no rio...) infelizmente sozinha, mas to muito curiosa com o filme... Ademais, a trilha é qq coisa maravilhosa, já espalhei pros amigos aqui. E sem dúvida as melhores cabem em compilations especiais... Ah entre beijo roubado e My Blueberry Nights, achei o título em inglês um arraso... Beijos

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  2. voce nao tem ideia de como ja tentei assistir esse filme
    mas ele nao entra em cartaz em nenhum cinema que eu esteja perto
    e olha q estamos falando inclusive de viagens interestaduais uhauhahua

    bjos

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  3. Buenas.
    Esse blogue aqui é massa. Voltarei com certeza. Lincarei também, com certeza.
    Wong Kar-Wai, para mim, é um lírico. Sério. O que ele fez em "In The Mood Of Love" vi poucos fazerem, no alto dos meus quase trinta. "Happy Together" foi um belo cartão de visitas, mas unir o Nat "King" Cole cantando boleros em espanhol com tomadas únicas é algo que sempre vai ficar em mim, de dentes cravados.
    Enfim, grande abraço.

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  4. Concordo em gênero e número... Na verdade só achei um pouco arrastado (tudo bem que o finde foi daqueles). E parece mesmo que o as metáforas tem uma linha tênue que vai transformando tudo de capítulo a capítulo. Vá lá que não estou num período nada romântico. Mas foi bom ver Norah Jones se saindo tão bem... e melhor ainda a vontade sedutora de beijar aqueles lábios sujos. Em resumo: delícia!

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  5. ainda não assisti o filme, mas esta imagem aí é um dos beijos mais lindos que já vi... tem no trailer...

    :)

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  6. achei a direção do filme bem estranha... aquelas cenas em slow-motion a ca-da-5-mi-nu-tos estavam de matar! outras coisinhas me irritaram e eu fiquei triste, pois pensei que se estivesse nas mãos de um outro cara, o filme poderia ter sido beeeeem mais legal.
    ah... comentarios a parte para rachel weiz gostosa e maravilhosa. norah jones muito bem na sua primeira tentativa. jude... ai... ele vale e pena eu acho caléxico... vale muito a pena. e a ultima cena. linda. linda. linda.

    beijo.

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