8.4.08

New York, New York


É duro lidar com o fato, mas os ataques de 11 de setembro tiveram uma certa coerência ideológica. Uma que não nos diz respeito, mas que ela existe, existe. O que é difícil de entender é porque os cineastas americanos têm obsessão por destruir Nova York. A cena mais marcante de O Planeta dos Macacos (1968) acontece bem no final quando o astronauta vivido por Charlton Heston descobre a Estátua da Liberdade tombada por trás de um rochedo. No desenho dos anos 80, Thundarr, o Bárbaro, o protagonista, junto com a princesa Ariel e Ookla, caminhava por uma Nova York completamente destruída. Seja pelos ataquelas alienígenas de Independence Day (1996), os efeitos devastadores da natureza de O Dia Depois de Amanhã (2004) ou pelo meteoro descomunal de Impacto Profundo (1998), a Big Apple sempre se dá mal.

Em Cloverfield, o Monstro não é diferente. A primeira coisa que o diretor Matt Reeves nos permite ver depois que a ação do filme começa é a cabeça da Estátua de Liberdade voando pelas ruas de Manhattan. A história é toda contada pela câmera de mão de um rapaz que estava filmando a festa de despedida do amigo pouco antes dos ataques começarem. Mesmo com os enxutos 75 minutos de duração, Cloverfield fica um pouco arrastado a certa altura. Quando a criatura finalmente aparece, é decepcionante. King Kong já fez melhor.

3 comentários:

  1. Tadinha da moça...pq querem sempre arrancar sua cabeça? rs

    abração....

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  2. ... hum... eu acho que eu 'queria' ver esse filme... rsrs...

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  3. gostei do layout minimalista novo

    ;)

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