31.8.08

Sunday Classics


François Truffaut e Steven Spielberg durante as filmagens de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, em 1976

29.8.08

Losing My Religion

Deu na Ilustrada que o R.E.M. fará shows em Porto Alegre, em novembro próximo. Será?

Presente


01. Love Is Strange (3:21)
02. Tougher Than The Rest (4:14)
03. Time After Time (4:29)
04. Alison (3:05)
05. Downtown Train (3:09)
06. Driving (2:26)
07. One Place (4:50)
08. Apron Strings (Live) (2:54)
09. Me And Bobby D (4:23)
10. Come On Home (4:12)
11. Fascination (Live) (4:17)

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28.8.08

Porto Alegre, 28 de agosto de 2008

Meu amor,

Sentei ao computador umas muitas vezes nos últimos dias escrevendo e apagando esta mensagem para ti. Comedido e condenando a mim mesmo por não ter cem por cento de certeza se devia ou precisaria te escrever uma linha que fosse, tendo em vista o sentimento que eu guardo por ti a todo o momento, que deveria teoricamente dispensar a necessidade de enviar qualquer outra mensagem, via carta, e-mail ou blog.

Mas hoje acordei forte e intenso como o café que tomo agora. E a maior das surpresas: não amanheceu chovendo. Sinto-me ainda mais forte quando o sol contraria as previsões e se impõe com sua luz mesmo que lhe mandem se esconder por entre as nuvens. E lembro da tua bravura de perseguir teu destino, sem ressentimento algum com a vida e as impossibilidades que ela as vezes te impõe. De prevaleceres apesar das ausências e da falta de abraços apertados, do olhar de amor de quem mais te importa e da compreensão do mundo. Perdoa o mundo, a vida, o destino, eles esquecem de vez em quando como é bom te ter nos braços. Tu, no entanto, respondes a tudo isso com teu talento e tua habilidade de parir a beleza todos os dias, nas paletas que escolhes pincelar, nas doçuras que só tu consegues expressar, no jogo misterioso onde duelam a meiguice e o silêncio.

Eu escrevo mesmo para te dizer que o meu gostar de ti vira todos os dias um bicho diferente, felinos inquietos, pré-históricos, todos loucos para acasalar com o teu querer. Cada um deles faminto pelo teu colo, teu abraço, teu cafuné na juba. Te garanto, meu amor, que eu tenho impressão hoje de que tu sempre estiveste aqui comigo, mesmo quando não nos conhecíamos e tentávamos viver em outras casas. Meu endereço sempre foi no teu coração. Meu comprovante de residência é o beijo que te dou todas as noites.

Te desejando um bom dia, na certeza de que logo vamos nos ver e orgulhoso da tua determinação em viver apesar das nuvens cinzentas, deixo um beijo cheio do meu mais precioso carinho,

A.

27.8.08

Insanidade Temporária



* Na revista Paradoxo desta semana, matérias minhas sobre o novo espetáculo de Marisa Orth e o filme Mamma Mia!.

* Ingressos na mão para o Porto Alegre em Cena, colega? Eu já. Primeira fila para ver de quantas formas Laurie Anderson consegue dizer "A guerra é uma merda" e terceira, para ouvir Adriana Calcanhotto cantando Seu Pensamento no meu ouvido.

* Neste domingo ainda tem o uruguaio Martin Buscaglia no Santander Cultural por 10 Reais.

25.8.08

Canções de Amor


Christophe Honoré dirige Louis Garrel

O personagem de Louis Garrel em Canções de Amor (Les Chansons D'Amour, 2007) é um cara que começa o filme com duas namoradas em um triângulo amoroso, para logo após a morte de uma delas, tornar-se um cético desiludido. Não há muito no filme que nos aguce a empatia imediata, é tudo muito diferente da realidade. É difícil imaginar no Brasil, por exemplo, um homem de 30 anos cantando por bulevares enquanto pergunta a Deus onde ele anda. O niilismo definitivamente não combina conosco, afinal de contas, aqui é a terra do "Não chore, Deus vai dar" - e que é assunto para uma outra conversa.

Acho que o longa engancha o espectador justamente no quesito desilusão amorosa. Todos, acredito eu, já passamos (ou passaremos) por aquela fase em que pensamos ter já nos despedido definitivamente do apaixonamento, da esperança de viver um amor sem desilusão. A fase da negação, de proibir-se o flerte com qualquer coisa mais abstrata, de apenas acreditar no chão abaixo dos pés e mais nada. De não se deixar acarinhar, de não dar chance de aproximação a ninguém e, quando der, a qualquer momento esperar aquela frase desastrosa, aquela proposta que põe tudo a perder. E geralmente ela vem.

No filme, Garrel não faz distinção de sexo na hora de escolher os abraços e carinhos. Começa com duas namoradas, seduz um rapaz, outra menina. Tudo isso, com cara de quem tocou um "foda-se" definitivo na vida. A cara de quem não acredita. O que é uma grande mentira. Se não acreditasse, não continuaria buscando. Igualzinho a eu e você, o personagem do filme de Christophe Honoré mente que não fantasia, que já não tem mais sonhos de viver um grande amor. Uma grande mentira.

22.8.08

Compilation


Taí uma nova compilação, com uma inédita da Duffy, Sharleen Spiteri, a vocalista do Texas, mash-up de Peggy Lee com Iggy Pop (e ficou bom!), a melhor faixa do cd novo do Beck, a novata Martina Topley, o uruguaio Martin Buscaglia (que faz show em Porto Alegre semana que vem), os queridinhos do Belanova, Trash Pour 4 fazendo uma cover do 10.000 Maniacs, Natalie Cole super cool, Cyndi Lauper apaixonada, uma belezura do Lunik, remix do Cardigans e Roisin Murphy (Moloko) com sua cover electro-chic do Bryan Ferry, feita para o novo comercial do perfume Gucci pour homme, estrelado por James Franco.

Tá bom assim?

1. Duffy - Put It In Perspective (3:29)
2. Sharleen Spiteri - It Was You (3:15)
3. Peggy Lee - Fever (Passenger mix) (3:06)
4. Beck - Orphans (3:15)
5. Martina Topley - Baby Blue (2:29)
6. Martin Buscaglia - Presiento Que Esta Noche Soy Un Lirio (1:32)
7. Belanova - Baila Mi Corazón (Lounge Mix) (2:59)
8. Trash Pour 4 - More Than This (3:35)
9. Natalie Cole - Don't Say Goodnight (Ladies' Version Slow Grind) (5:40)
10. Cyndi Lauper - Can't Breathe (3:58)
11. Lunik - Lie (5:20)
12. The Cardigans - Higher (Remixed by Nåid) (3:52)
13. Roisin Murphy - Slave To Love (3:40)

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21.8.08

O monte Fuji


Lívia: ... já que, sendo jornalista, onde quer que eu trabalhe, o que eu faço é quase sempre pelo, er, leitor.
me: ... e as vezes o leitor é uma pessoa mesquinha e cruel
Lívia: Yo, se é!
e eu tenho essa coisa assim, de ser aprovada, de precisar da aprovação de outrem pra me legitimar. Menos hoje que ontem, of course, mas ainda assim. ... é uma merda.
me: Sei como é. Quem nao me conhece acha q eu sou a pessoa mais feliz do mundo, que tô sempre bem e decidido, but deep down inside I sometimes am nothing but a little boy lost in a storm
Lívia: abre um guarda chuva! :-)
but I got it. ;-)
me: that's how i manage life, sweetie...it's all about the umbrellas ellas-ellas
Lívia: É que fica complicado quando a gente usa o pronome errado pro guarda-chuva.
em vez de 'o quê', 'quem'.
ou mesmo o quê.
mas 'quem' é pior.
me: O guarda-chuvas é a nossa coragem, oras.
Lívia: Sim. E quando a gente só encontra a coragem, er, num ombro amigo?
num amor maravilhoso?
me: Mas o ombro amigo e o amor são só instrumentos para externar o que a gente já tem dentro
Lívia: sim.
me: (esse papo tá tão karatê kid...)
Lívia: metáforas de calendário japonês.
rs
aqueles, sabe, com o monte fuji pra ilustrar?
me: hauhauhauhauhau

20.8.08

O Viajante


Wim Wenders esteve palestrando em POA na última segunda-feira e deixou algumas boas mensagens que eu relatei na matéria para a Paradoxo desta semana. Leiam.

Les Poupées Russes


- Você é o homem perfeito.
- Engano seu. Eu não sou perfeito. Se tem alguém errado na terra, sou eu!
- Foi o que eu disse: você é perfeito.
- Acho que não sou quem você pensa que eu sou.
- Sei que você nem sempre é perfeito...que tem problemas, defeitos, imperfeições, mas quem não tem? Eu gosto dos seus problemas...me apaixonei por seus defeitos. Eles são fantásticos.
______________________________________

Pensei nas garotas que conheci, com quem transei ou só desejei. Elas eram como bonecas russas. Passamos a vida inteira nesse jogo, querendo saber quem será a última... a menorzinha que estava escondida dentro das outras desde o início. Não podemos ir direto até ela, temos que seguir as regras... abrir uma após a outra e nos perguntar: "Esta é a última?"

Bonecas Russas (Les Poupées Russes, 2005)

18.8.08

Mamma Mia!


Agnetha Fältskog e Annifrid Reuss, do Abba, eram grandes vocalistas. Pode ser que a música do grupo seja um pouco exagerada no tom, um tanto brega, mas ninguém seria capaz de negar a qualidade vocal do grupo e sua pegada pop irresistível. Fãs do mundo inteiro assistiram ao musical Mamma Mia!, o maior sucesso no West End londrino em cartaz de 1999. Era uma questão de tempo até que Hollywood apresentasse sua versão, a ser lançada no Brasil dia 12 de setembro.

Meryl Streep faz o papel principal, Donna, uma mulher que vive com a filha Sophie (Amanda Seyfrid) em uma ilha grega e não sabe bem quem é o pai da menina, já que o verão em que a concebeu foi bastante "emocionalmente conturbado". Entre as opções: Colin Firth, Pierce Brosnan e Stellan Skarsgård. Às vésperas de seu casamento, Sophie resolve convidar os três possíveis pais para descobrir qual deles a levará ao altar. Desembarcam lá também as antigas amigas de Donna, interpretadas por Julie Walters e Christine Baranski (que tem a melhor cena do filme ao cantar Does Your Mother Know? [assista]).



As qualidades vocais do elenco são um verdadeiro desastre (com exceção de Baranski e Seyfrid), o que poderia não ter importância não fosse o filme um musical com meia dúzia de diálogos. Atrapalha um pouco também o fato de Mery Streep fazer o papel de uma mulher de 40 e poucos anos quando na verdade já beira os 60. Mas o poder das músicas do Abba prevalece bravamente e supera as cenas de apelo camp e o roteiro quase inexistente, fazendo deste um filme tão ruim que chega a ser bom. Talvez por preservar uma certa ingenuidade, Mamma Mia! funciona razoavelmente bem. Muito embora não possua qualidade técnica alguma, seu conjunto agrada. É divertido, descompromissado e, quando termina, dá vontade de assistir novamente.

As canções do filme:

1. "I Have a Dream" – Sophie
2. "Honey, Honey" – Sophie
3. "Money, Money, Money" – Donna, Tanya, e Rosie
4. "Mamma Mia" – Donna
5. "Chiquitita" - Tanya e Rosie
6. "Dancing Queen" – Donna, Tanya, e Rosie
7. "Our Last Summer" – Sophie, Sam, Harry, e Bill
8. "Lay All Your Love on Me" – Sky e Sophie
9. "Super Trouper" – Donna, Tanya, e Rosie
10. "Gimme! Gimme! Gimme!" - Eleneco
11. "The Name of the Game" – Sophie e Bill (extra do futuro DVD, ausente na versão do cinema)
12. "Voulez-Vous" – Elenco
13. "SOS" – Sam e Donna
14. "Does Your Mother Know" – Tanya e Pepper
15. "Slipping Through My Fingers" – Donna e Sophie
16. "The Winner Takes It All" – Donna
17. "I Do, I Do, I Do, I Do, I Do" - Donna e Sam
18. "When All is Said and Done" – Sam
19. "Take a Chance on Me" – Rosie e Bill
20. "Mamma Mia" (Reprise) – Elenco
21. "I Have a Dream" – Sophie
22. "Dancing Queen" – Donna, Tanya e Rosie
23. "Waterloo" – Elenco
24. "Thank You for the Music" - Sophie

17.8.08

Sticky and Sweet



Estou de mal com Madonna. O último álbum, Hard Candy, está miles away (sacou?) do que ela pode e merece fazer. Chamar Timbaland e Justin Timberlake para produzí-lo me pareceu um retrocesso na carreira musical de vanguarda que pontuou alguns dos cds anteriores. Soou como uma opção confortável para garantir boas vendagens e fazer as pazes com a juventude consumidora norte-americana. Mas ela, como boa leonina que é, sabe o que fazer para chamar a atenção. É seu último trabalho inédito pela Warner e talvez esta seja uma forma de sair da gravadora pela porta da frente, ou seja, vendendo bem em território yankee. Hard Candy chegou ao primeiro lugar nas paradas de 37 países, incluindo os Estados Unidos.

Tem mais, dia 23 começa a turnê Sticky and Sweet, com 47 datas confirmadas (quase todas esgotadas) na Europa e América do Norte e mais umas duvidosas que devem incluir o Brasil, Argentina, México e o resto do mundo. Não há dúvidas de que ao vivo, ela será ainda mais adorada. Conseguirá superar tudo que já fez, utilizará no palco tecnologias jamais vistas em shows de música, inovará nas coreografias e re-escreverá a própria história e, muito provavelmente, conseguirá a proeza de, aos 50 anos, definir como serão as turnês pop dali por diante.

50 anos. Não parece, claro. Não apenas porque ela preserva muito cuidadosamente sua imagem, corpo e mente, mas especialmente porque sempre voltou com um trabalho jovem e desafiador. Aos 30 lançou Like a Prayer, aos 39 foi Ray of Light e aos 46, Confessions on a Dance Floor (só para citar os mais importantes), sempre desafiando o público a encarar algo novo sem deixar de ser assumidamente pop. E quando sobe ao palco, provoca um suspiro, faz com que a platéia prenda a respiração por alguns segundos, em várias ocasiões durante o concerto. Quem então perderia seu precioso tempo em pensar na idade daquela mulher no palco?

Mas o fato é que ela tem 50 anos e não há absolutamente nenhum artista pop que se assemelhe sequer a Madonna.

Ok, já não estou mais tão de mal.

15.8.08

Forró no Escuro


Hoje em dia, dizer que uma banda gravou com Bebel Gilberto confere a ela (a banda, claro) um certo selo de qualidade cool. Afinal de contas, constam na lista Thievery Corporation, Mike Patton, Towa Tei, Amon Tobin e outros colaboradores indie/jazzy/bossa. É sinal de que a moça tem um certo tino para a sofisticação. A banda Forró in The Dark, com quem a filha de Miúcha gravou Wandering Swallow (uma versão de Juazeiro em inglês, gravada originalmente por Peggy Lee nos anos 50), não é exceção.

Este Bonfires of São João é um álbum bastante sofisticado e conta, além de Bebel, com David Byrne cantando Asa Branca (assita ao vídeo), o que por si só já é um motivo para escutá-lo. Além disso, mistura clássicas composições de forró e xaxado com debochadas canções próprias, sob uma produção arrojada, trazendo ainda faixas instrumentais belamente executadas.

O CD foi lançado no mercado americano e europeu no final do ano passado e nunca chegou a terras brasileiras. Uma pena.

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Para saber mais sobre a banda, veja o site oficial.

13.8.08

He's got the power!


David Lynch, o homem em pessoa, esteve cara-a-cara com a high society universitária de Porto Alegre no encontro Fronteiras do Pensamento. Tirando as peruas sentadas atrás de mim que mal faziam idéia de que outros filmes o diretor fez além de Veludo Azul, algumas perguntas imbecis e o preço salgado do ingresso (100 reais), foi um encontro deveras interessante.

Mas o que eu vim aqui dizer mesmo é que a minha matéria sobre o encontro com Lynch está na capa da Revista Paradoxo. Olhem lá.

Playmobil


Em São Paulo, num café da Oscar Freire, sentei-me com meu amigo para tomar um cappuccino e comer um mini-sonho de baunilha que, evidente, estava em falta quando chegou a minha vez de fazer o pedido. Ele havia comprado a revista de Joice Pascowitch que eu folhei em 10 minutos, sem achar nada de muito interessante. "Engraçado como as pessoas em São Paulo parecem tão modernas que esta modernidade chega a ser um esforço coletivo que, teoricamente, busca a individualidade, mas acaba caindo na vitimização pela moda. Eles esperam que as revistas e os sites de comportamento lhes digam o que vestir. Isto para mim não é ser moderno, é fazer parte de uma triste linha de produção quase industrial, ficam todos com cara de Playmobil", comentei. A moça da mesa ao lado levantou ofendida.

12.8.08

Sampa


Eugênio, o beagle. Meu incansável companheiro de alojamento.


Krathong-Thong e Caipirinha de lichia, no Mestiço.


Ir a São Paulo é muito, muito bom. O problema é que nunca há tempo para se fazer tudo e visitar a todos. Choveu desde a minha chegada até o momento em que embarquei de volta rumo à capital gaúcha. E chuva significa comer fora. O jantar no Spot já é programa obrigatório (e altamente recomendado), conheci o novo restaurante turco na Augusta, o Kebab Salonu, aconchegante, delicioso e com um atendimento impecável, perfeito para um almoço longe das filas. Na Paulista, o restaurante do Reserva Cultural permite que você almoce vendo o caos paulistano só pela vitrine, bem ao lado do MASP, e ainda decide que filme vai assistir depois. O Mestiço continua lindo, a aquipe é gentilíssima e a caipirinha de lichia é a melhor de Sampa. Todos estes complementam o cardápio e o atendimento com uma trilha sonora fantástica. No Itaim, há o La Pasta Gialla, (do restaurateur Sérgio Arno) bonitíssimo e com opções imaginativas de massas e carnes, além do The Fifties, onde os hamburguers têm gosto de comida de verdade, num ambiente que parece um diner americano. A feijoada do Consulado Mineiro, na Benedito Calixto, é pura tarde de sábado.

Mas o que realmente fez destes lugares ainda mais especiais foi a companhia dos amigos, o carinho, as risadas, os brindes. Quero voltar logo.

Ainda teve o show da Marisa Orth e David Lynch no retorno a Porto Alegre. Mas isto é assunto para daqui a pouco.

1.8.08

Presente


Na falta de uma compilation, Mar Dulce [novo link - a senha para descompactar é: psylence].

Das coisas bonitas


Eu preciso registrar um agradecimento. Bem, na verdade vários. É o seguinte, eu adoro, ADORO, receber presentes. Fico todo faceiro. O problema que eu tenho uma certa incapacidade de dizer obrigado, me encabulo. Eu tenho intenção de ligar e dizer algo como, "pôxa, você acertou na mosca, que coisa bonita isso de você me enxergar num presente tão lindo". Mas acaba que eu me encabulo mesmo e não ligo. Acabo passando por mal-educado, coisa que eu não sou. Então, queridos, eu vou usar o blog. É o lugar onde eu fico à vontade.

Não reparem. 

Álvaro, Words Failed Me. Adorei demais o livro, o imã da Emily Dickinson faz um sucesso na minha geladeira.

Alex-Bsb, amigo querido, o livro das capas de disco virou uma bíblia pra mim. Serviu para me convencer que na próxima encarnação ainda faço capas de disco. O problema é que na próxima existência talvez as capas (e muito provavelmente os discos) não mais existirão.