21.8.08

O monte Fuji


Lívia: ... já que, sendo jornalista, onde quer que eu trabalhe, o que eu faço é quase sempre pelo, er, leitor.
me: ... e as vezes o leitor é uma pessoa mesquinha e cruel
Lívia: Yo, se é!
e eu tenho essa coisa assim, de ser aprovada, de precisar da aprovação de outrem pra me legitimar. Menos hoje que ontem, of course, mas ainda assim. ... é uma merda.
me: Sei como é. Quem nao me conhece acha q eu sou a pessoa mais feliz do mundo, que tô sempre bem e decidido, but deep down inside I sometimes am nothing but a little boy lost in a storm
Lívia: abre um guarda chuva! :-)
but I got it. ;-)
me: that's how i manage life, sweetie...it's all about the umbrellas ellas-ellas
Lívia: É que fica complicado quando a gente usa o pronome errado pro guarda-chuva.
em vez de 'o quê', 'quem'.
ou mesmo o quê.
mas 'quem' é pior.
me: O guarda-chuvas é a nossa coragem, oras.
Lívia: Sim. E quando a gente só encontra a coragem, er, num ombro amigo?
num amor maravilhoso?
me: Mas o ombro amigo e o amor são só instrumentos para externar o que a gente já tem dentro
Lívia: sim.
me: (esse papo tá tão karatê kid...)
Lívia: metáforas de calendário japonês.
rs
aqueles, sabe, com o monte fuji pra ilustrar?
me: hauhauhauhauhau

2 comentários:

  1. Ai que vigônha! ;-)
    Um dia vou pôr esse nosso diálogo num livro. Assim vira uma obra a quatro mãos.
    Beijas.

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  2. Anônimo11:10 PM

    Diálogo tristeperfeito da porra
    Esse blog é muito maravilhoso.
    :)

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