29.9.08

My pride and joy

Minha mãe ontem me surpreendeu. Primeiro porque eu descobri, pasmo, que ela aos 17 anos foi morar sozinha, numa cidade longe dos pais (um militar irascível e a outra, mãe disciplinadora furiosa); trabalhava como professora e morava numa república onde, ela mesmo conta, "se divertia à beça!". E lembre-se, caro leitor, que estamos falando de 1950, no interior do Rio Grande do Sul.

Outra coisa que me espantou - desta vez menos pela ousadia e mais pela sapiência - foi a seguinte frase: "Quem guarda rancor dos pais vira um adulto fatalmente infeliz". O que é tão verdade e, ao mesmo tempo, o tipo de coisa que só uma (boa) mãe pode dizer. Esta, aos 70 e tantos anos, é a minha mãe, senhoras e senhores.

5 comentários:

  1. Linda de ouvir e ver, imagino.

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  2. Culpa, culpa!!!!1Lendo isso, me alivia a culpa de não ter sido uma " mãe general" que eu achava que devia ser com meu filho, colocando limites mil, exigindo...torturando!!!!!Obrigada, eu também deixei o filhote ser ele mesmo, mesmo quando a escola me dizia: se não ficar quieto, não vai se adaptar....imagina só, isso com 4 anos e ele queria correr(só isso)-Daí eu troquei a escola!!!!(ainda bem!) respeito é tudo!

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  3. Otimo isso. Acho incrível que quando adolescentes, histórias que minha mã me contava pareciam sem nexo, e algumas até me davam vergonha. Hoje eu fico é com remorso por que adolescente é muito cruel e egoísta.

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  4. Nossa, lendo isos eu repenso como fui adolescente tola

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  5. Me apresenta ela! Parece a minha! ahuahuauhua

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