26.3.09

Vamos Participar?


Que tal se no próximo sábado, dia 28, às 20.30 a gente apagasse a luz por uma hora em sinal de respeito pelo planeta? São só 60 minutos sem consumir energia.Várias cidades do mundo já confirmaram sua participação. Porto Alegre é uma delas.

Aliás Porto Alegre está de aniversário hoje e estão dizendo que vão inaugurar a tal estátua encomendada para homenagear Elis Regina. Não vi, mas tenho medo. De qualquer forma, parabéns, Porto Alegre, que a gente ama e odeia e volta a amar todos os dias.

17.3.09

Sininho

Cada vez que uma assessoria de imprensa escreve um release decente, uma fadinha ganha suas asas.

16.3.09

Better than a work of fiction

No episódio de Desperate Housewives que passou ontem nos Estados Unidos, Susan (Teri Hatcher) convida sua colega de trabalho para jantar, num esforço de desfazer uma má impressão que se formara a respeito dela. O que ela não poderia prever é que a colega (Swoozie Kurtz), lésbica, iria confundir a atenção da protagonista com uma cantada. No dia seguinte, as duas conversam na escola, quando Susan desfaz o mal-entendido. Perante a decepção da colega, Susan:

- Eu sei como você se sente.

- Susan... Eu sou do tipo de pessoa que nunca saiu atrás do amor. Eu sempre achei que ele chegaria até mim. Mas ele não veio. E agora eu faço este papel humilhante de dar em cima de mulheres heterossexuais, porque eu morro de medo de ficar sozinha. Agora me diga, de que jeito você poderia saber como eu me sinto?


- Da seguinte forma: Bem, eu passei toda a minha vida indo atrás do amor e hoje, olhe para mim, sozinha. Como você.

- Não é a mesma coisa.

- Ok, não é a mesma coisa, porque eu estou sozinha, mas não estou só porque eu tenho amigos. O amor não acontece para todo mundo. E sabe do que mais? Eu nem sei se vai acontecer comigo de novo. Mas saber que os meus amigos estão sempre ao meu lado ajuda muito. Então será que pelo menos você me deixa estar ao seu lado como amiga?

- É, seria bom.

**

É muito bom. Happy birthday, Babes. E muito obrigado por segurar a mão deste menino atrapalhado nas tempestades da vida.

9.3.09

Compilation



1. Nouvelle vague - Teenage Kicks (2:14)
2. Everything But the Girl - Rollercoaster (3:15)
3. A Camp - Love Has Left The Room (3:38)
4. Air - Playground Love (3:31)
5. Cyndi Lauper - Walk On By (4:33)
6. Diana Ross & The Supremes - I Hear A Symphony (Alternate Stereo Mix) (2:42)
7. Sam Sparro - American Boy [Acoustic] (3:39)
8. Adele - Chasing Pavements [Live Lounge](3:25)
9. Luther Ingram - (If Loving You Is Wrong) I Don't Want To Be Right (3:33)
10. Natalie Cole - Lovin' Arms (4:41)
11. Dinah Washington - Everybody Loves Somebody (2:27)
12. Santana Feat Tina Turner - The Game Of Love (7:28)
13. Bettye Lavette - Somebody Pick Up My Pieces (5:22)
14. Tracy Chapman - Change (4:42)

Aqui ou Aqui

4.3.09

Such doubts


Quando assisti a Dúvida (Doubt, 2008) pela primeira vez, achei que, com o tempo, ele iria virar piada. Mais ou menos como a atuação exagerada de Jack Nicholson em Questão de Honra (A Few Good Men, 1992) - You can't handle the truth!. Afinal de contas, qualquer um percebe que a trama do dramaturgo John Patrick Shanley não sobreviveu bem à adaptação para o cinema, justamente porque não conseguiu deixar de ser uma peça de teatro. Feito sob medida para exibir o grande talento dos quatro atores que dividem a tela, Dúvida tem uma premissa bastante envolvente mas, como sugere o título, opta por não esclarecer as coisas muito bem.

Meryl Streep é uma madre superiora que, alertada pela inexperiente Irmã James (Amy Adams), resolve investigar se o Padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) estaria de fato abusando sexualmente de um coroinha. Uma das indicadas ao Oscar com menor tempo de tela, Viola Davis faz a mãe do menino e, em seus meros 10 minutos de atuação, lembra o espectador que é a única personagem realmente valente nesta história, a única que está pronta a fazer sacrifícios e a única também que parece ter coisas muito mais importantes a fazer.

Foi na segunda exibição que pude perceber um outro ângulo do qual pode-se ver Dúvida: imaginando que a acusação de abuso sexual é apenas um MacGuffin, uma distração que parece mover toda a trama quando, na realidade, o mais importante está no que os personagens revelam enquanto buscam a resposta definitiva, a redenção ou punição - que pode ou não chegar.

É muito oportuno inclusive que estes religiosos arrogantes e ensimesmados que protagonizam o filme estejam na pele de Streep e Seymour Hoffman, dois atores com egos monstruosos. O embate quando estão em cena é dos personagens, mas é acima de tudo uma queda-de-braço entre dois atores, um querendo provar ao outro quem tem mais densidade dramática para sustentar a cena. Ganhamos nós espectadores, porque justamente nestes momentos é que se revelam os tiques nervosos, inclinações de voz inéditas e a fisicalidade cênica absurda que eles exercitam para fazer do seu personagem o mais memorável - exatamente onde mora o perigo eminente do exagero. O fogo que incendeia os embates psicológicos entre eles logo se apaga e o filme despenca para uma insípida cena final que até surpreende o espectador, mas por razões duvidosas.