29.6.09

Good morning, Charlie!



"Era uma vez três panterinhas que entraram para a polícia feminina. E a cada uma foi destinada uma missão perigosa. Mas eu as afastei de tudo isso. E agora trabalham para mim.
Meu nome é Charlie."


Uma das minhas memórias televisivas mais remotas e pela qual guardo um imenso afeto é a de esperar ansiosamente pela exibição às quartas-feiras do seriado As Panteras, numa época em que a Globo passava várias séries americanas na faixa das 21h. Mas para expressar melhor a minha ansiedade, é preciso especificar um detalhe técnico.

Charlie's Angels começou nos Estados Unidos em 1976 e era criação de Aaron Spelling, o mago da televisão que também criara outros títulos de sucesso no Brasil como A Ilha da Fantasia, Barrados no Baile e Melrose Place, só para citar alguns. Mas quando eu já tinha idade para assistir à série na Quarta Nobre, ela já estava no seu segundo ano. Originalmente ela durou cinco temporadas, de 76 a 81.

O elenco também mudava bastante. Durante a primeira temporada, os anjos de Charlie eram: Jaclyn Smith (Kelly Garret), Kate Jackson (Sabrina Duncan) e Farrah Fawcett-Majors (Jill Munroe). Farrah na época era casada com Lee Majors (o Homem de Seis Milhões de Dólares) e fazia algum sucesso como modelo. Eis que um certo poster que a retratava de maiô vermelho vira febre nos EUA e ela é alavancada para uma fama imediata, com propostas de melhor salário e oportunidades diferentes. Por isso, resolveu deixar a série logo no final da primeira temporada.

Para justificar sua saída da trama, os roteiristas criaram Kris Munroe, irmã de Jill interpretada por Cheryl Ladd, que chegaria para substituí-la a partir da segunda temporada. Foi exatamente neste ponto que eu comecei a assistir às Panteras, ou seja, eu havia perdido toda a famosa primeira temporada com a mais famosa ainda Farrah Fawcett. E toda a minha empolgação para ver a Quarta Nobre era calcada na esperança de que algum episódio da primeira temporada fosse reprisado, para que eu conhecesse Jill Munroe em ação - ela até participou de alguns episódios posteriores, mas não era a mesma coisa.

Farrah Fawcett era uma entidade. A foto do maiô vermelho aparece até em "Os Embalos de Sábado à Noite", no quarto de Tony Manero, e é o poster de pin-up mais vendido da história, com 12 milhões de cópias comercializadas. Farrah estava presente em mais lugares do que qualquer série ou filme conseguia chegar. O mais irônico de tudo é que ela deixou o seriado de Aaaron Spelling por propostas de trabalho que nunca se concretizariam - um pouco pela relação conturbada de Lee Majors com o sucesso da então esposa. Farrah estava por toda parte, o público a conhecia, mas ninguém sabia dizer o que mais ela tinha feito além de Charlie's Angels – sua profissão era a fama.

Um dia eu conversava com um fã inglês do seriado, colecionador experiente da memorabília da série e perguntei quanto valia uma foto autografada do elenco. Ele respondeu imediatamente, "depende, se a Farrah estiver na foto é mais caro, muito mais caro".

O meu dia finalmente chegou quando a Globo, anos depois, passou As Panteras para a faixa vespertina da programação, na Sessão Aventura. O seriado foi transmitido desde o começo e pude acompanhar a tão desejada primeira temporada. A esta altura, claro, eu já havia desenvolvido uma relação de proximidade com as meninas de Charlie. Nunca simpatizei com a insípida Tiffany (Shelley Hack), por exemplo. Mas adorava a breguice divertida da ruiva Julie (Tanya Roberts), uma modelo que virou detetive e a última a ser admitida no elenco. Tanya participaria depois de That 70's Show, como a mãe de Donna.

A temporada de estreia do seriado tem uma dose extra de charme se comparada às outras. Não só pela presença de Fawcett, mas muito pelo esforço constante dos roteiristas em ousar – dentro do que lhes era permitido na época – no que diz respeito aos papéis femininos. Mas eram contraditórios, mesmo para a década de 1970. Ao mesmo tempo em que as personagens eram mulheres de fibra e coragem, não dispensavam o guarda-roupas digno de editorial de moda. No final das contas Farrah é uma das principais razões do status de culto que Charlie's Angels adquiriu.

E Farrah se foi semana passada, aos 62 anos, depois de 27 anos ao lado do companheiro Ryan O'Neal.

Godspeed, angel.

20.6.09

Compilation



Agora é Cafeína Compilations. Esta é para frio com sol. Atentem para Gabriella Cilme, uma Amy Winehouse adolescente e australiana, com sua voz de trovão cantando Cry Me a River, cover de Justin Timberlake. Na capa, Julie Christie. Obrigado ao Marcelo por Ella. :)

1. Esther Phillips - Let's Move & Groove (3:29)
2. Bettye Swann - Little Things Mean a Lot (3:43)
3. Ella Fitzgerald - You Do Something To Me (2:23)
4. Trash Pour 4 - You´re So Vain (3:24)
5. Gloria Estefan - Don't Let This Moment End (Ballad Version) (4:14)
6. Dinah Washington - Easy Livin' (4:58)
7. Nina Simone - I Am Blessed (Wax Tailor Remix) (3:03)
8. A Camp - It's Not Easy To Be Human (2:35)
9. Elton John - I Guess That's Why They Call It the Blues (4:45)
10. Gabriella Cilmi - Cry Me a River (3:41)
11. Moloko - Sing It Back (Acoustic) (4:11)
12. Supreme Beings of Leisure - Angelhead (Featuring Lili Haydn) (4:49)
13. Maroon 5 - This Love (C. Tricky Stewart) (2:57)
14. k.d. lang - Barefoot (Live by Request) (4:20)

AQUI.

16.6.09

Bom e ruim

E sabe que Divã, baseado no romance de Martha Medeiros, não é tão ruim quanto parece? Eu achei que seria mais uma daquelas comédias brasileiras de divulgação ampla, orçamento generoso e elenco global, mas que não têm um pingo de originalidade. Divã é algumas dessas coisas, mas tem um roteiro que não é exatamente melhor do que a média das comédias românticas, mas é certamente diferente – e poucas coisas são melhores do que ouvir diálogos diferentes quando o que se espera é mais do mesmo.

Divã não foi feito com muito dinheiro. Há uma cena em que a protagonista encontra o ex-marido no supermercado e tudo que se vê nas prateleiras são garrafas e recipientes com líquidos coloridos e empilhados, como se fossem alegorias de palco numa peça de teatro. A única coisa identificável no supermercado é o xampu do patrocinador, rótulos bem claros e grande quantidade de produtos enquadrados pela câmera. É triste que o product placement do cinema brasileiro seja ainda tão patético e didático. Não espantaria a ninguém se a cena em questão fosse parte de uma novela da faixa das 19h, mas cinema exige um pouco mais de dignidade. A direção de arte parecia estar trabalhando em sistema de guerrilha, aproveitando sempre o mínimo e o esteticamente correto para dar verossimilhança aos sets. Talvez por isso tenha passado longe no quesito personalidade.

A história é a seguinte: Lília Cabral é Mercedes, casada com Gustavo (José Meyer), tem dois filhos ótimos e um casal de amigos. Resolve um belo dia fazer terapia e, ao mesmo tempo em que conta suas histórias ao analista, entram os flashbacks (ou flashforwards) para mostrar ao espectador como tudo aconteceu. O analista nunca aparece claramente, ele é sempre a figura quase invisível da autoridade psíquica e mesmo sem enxergá-lo, sabemos que ele está lá – como todo bom terapeuta tem de ser. É possível, inclusive, imaginar as perguntas que ele faz a ela sem que nem precisemos ouvir sua voz. A interação da personagem com o terapeuta é certamente um dos pontos altos desta adaptação.

Mercedes acaba tendo um caso extraconjugal - com um antropólogo de supostos 40 anos, interpretado por Reynaldo Gianecchini, com quem tem uma das cenas mais engraçadas do filme – e acaba optando por se separar do marido. Depois disso, começa a sair com um ainda mais jovem, 19 anos (Cauã Raymond), até ficar sozinha de verdade pela primeira vez e experimentar intensamente a sensação de não saber direito quem é depois de tanto tempo vivendo para o parceiro. Entre um desencontro amoroso e outro, cenas muito engraçadas e outras bastante medíocres. Muito embora seja bom ver o cinema brasileiro abraçando gêneros e experimentando fórmulas para um dia acertar, ainda está difícil não nivelar por baixo. Um amigo sempre diz “olha, até que para ser filme brasileiro, este não é ruim”. Eu não tiro a razão dele, mas também não concordo 100%.

É fato que o cinema brasileiro ainda não tem profissionais afinadíssimos como acontece nos Estados Unidos ou na Europa – até porque não temos tradição, escolas, veteranos capacitados a ensinar etc. – nossos orçamentos são estrangulados e toda a forma de distribuição aqui é feita pelo cartel comandado por uma distribuidora toda-poderosa. Os independentes precisam chamar muita atenção em festivais para serem razoavelmente distribuídos, o que, em geral, é exceção. Então quem faz cinema não pode depender da renda que ele oferece, ou seja, o cinema acaba sendo um hobby, enquanto que as carreiras na publicidade ou na televisão servem de fonte principal de renda.

É o caso do diretor José Alvarenga Júnior, que no cinema mesmo só fez filmes da Xuxa, dos Trapalhões e Os Normais – O Filme. Na TV dirigiu Sai de Baixo, Os Normais e A Diarista (entre outros). Acabou que ele trouxe para Divã, a comédia física e pastelão dos programas humorísticos televisivos e isso me causou um desconforto muito grande. Não são raros nesta adaptação do livro de Martha Medeiros, os momentos em que a gente tem aquela sensação de já ter visto uma cena em algum humorístico de sexta-feira à noite ou em alguma comédia romântica produzida em Hollywood, e de já ter visto melhor. Mas há quem vá se divertir muito com isso. Porque, apesar do formato bastante falho, Lília Cabral é ótima humorista e o texto tem momentos de honestidade interessantes, o que é sempre uma boa surpresa.

13.6.09

Disgusting glory



Morrissey apresenta a música dizendo "Life, in all its disgusting glory, goes on". E não é qualquer música, é I'm Throwing My Arms Around Paris, destaque do álbum mais recente, Years of Refusal. Acho que depois de anos de recusa, a pessoa merece abraçar Paris, não? Desde que não seja Paris Hilton, é claro.

12.6.09

10.6.09

Waiting for the night



O Depeche Mode deve vir para cá em outubro deste ano. Eles estão rodando a Europa com a Tour of The Universe, mas parece que o vocalista Dave Gahan teve de ser operado às pressas dia 28 de maio para a retirada de um tumor maligno - o que ocasionou uma série de cancelamentos. O site oficial diz que está tudo certo para a vinda ao Brasil nos dias 24 e 25 de outubro. Essa gravação bem ruinzinha aí em cima já mostra que será um grande show. Os ingressos começam a ser vendidos dia 25 de julho e os preços ainda não foram divulgados.

No set list:

In Chains
Wrong
Hole To Feed
Walking In My Shoes
It's No Good
A Question Of Time
Precious
Fly On The Windscreen
Jezebel
A Question Of Lust
Come Back
Peace
In Your Room
I Feel You
Policy Of Truth
Enjoy The Silence
Never Let Me Down Again

Bis 1
Stripped
Master And Servant
Strangelove

Bis 2
Personal Jesus
Waiting For The Night (Bare Version)

Tendo In Your Room eu já fico feliz. :)

Digamos

Digamos que você resolva fazer um blog. Digamos que neste blog você jamais revele seu nome. Digamos que você flerte com vários visitantes do blog e troque Orkut, MSN, Twitter, Facebook etc. Digamos que no seu perfil do Blogger, Orkut, MSN, Twitter, Facebook etc. constem apenas figurinhas divertidas e nenhum (ou quase nenhum) vestígio de quem você realmente é. Digamos que até no seu perfil verdadeiro do Orkut você só tenha uma foto desfocada da orelha esquerda. Digamos que ninguém tem nada com isso porque, afinal de contas, os perfis são seus e você faz deles o que bem entender. Digamos que você resolva desabilitar os comentários do seu blog dizendo que cansou de grosserias e odeia quem se esconde atrás da máscara do anonimato para dizer o que bem quiser.

Heloooo?!

8.6.09

Compilation



1. Leela James - It's A Man's Man's Man's World (5:06)
2. Ben Sollee - A Change is Gonna Come (3:37)
3. Federico Aubele - Ante Tus Ojos (4:20)
4. Chaka Khan/The London Symphony Orchestra - I'm in the Mood for Love (3:49)
5. Jamie Cullum - You and the Night and the Music (4:09)
6. Fiona Apple - Why Try To Change Me Now? (5:16)
7. Nikka Costa - The Rules Of The Road (3:33)
8. Goldfrapp - Monster Love (Live Acoustic Version) (4:38)
9. Moloko - Familiar Feeling (Acoustic) (4:50)
10. Girls Aloud - With Every Heartbeat (4:00)
11. Madonna - You Must Love Me (Live in Athens) (4:41)
12. Sophie Ellis-Bextor - Jolene (2:42)
13. Lily Allen - Fuck You (Doc Fritz Fossa Nova mix) (3:46)
14. Wax Tailor - The Man With No Soul (Feat Charlotte Savary) (3:34)
15. Maroon 5 - This Love (Thiago Correa Samba-Rock Mix) (3:20)

AQUI

Monday Classic


Warren Beatty e Natalie Wood chegando para a cerimônia do Oscar em 1962.

5.6.09

Compilation



Uma compi para ouvir no frio, fazendo a coisa que você mais gostar. Ou não fazendo nada. Tem até Susan Boyle cantando Cry Me A River (muito bem, diga-se de passagem), Natalie Merchant canta Gershwin, Noisettes cantam The Killers, Tricky canta Kylie, a mais bonita do álbum solo de Daniel Merriweather e uma das minhas favoritas do Keane. É isso aí. Bom inverno para você também.

1. Paula Cole Band - I Believe In Love (Guitar Version) (4:13)
2. Daniel Merriweather - Cigarettes (3:24)
3. Carpenters - Caught Between Goodbye and I Love You (3:58)
4. Noisettes - When You Were Young - Live Lounge (4:17)
5. Keane - You Don't See Me (4:03)
6. Mark Ronson Ft. Lily Allen - Oh My God (3:35)
7. Natalie Merchant - But Not for Me (3:28)
8. Susan Boyle - Cry Me a River (4:19)
9. Adele - Make You Feel My Love (3:32)
10. M People - Search For The Hero (US Remix by David 'Jam' Hall) (4:16)
11. Röyksopp - You Don't Have A Clue (4:33)
12. Bat For Lashes - Daniel (4:11)
13. Saint Etienne - Teenage Winter (5:53)
14. Smith - Baby It's You (3:23)
15. Tricky - Slow (3:22)

AQUI

1.6.09

Jardins Cinzentos



Por recomendação do meu media trader favorito, catei a primeira cópia que vi de Grey Gardens, drama da HBO estrelado Jessica Lange e Drew Barrymore. Mas como seu meio metido e muito curioso, decidi que antes veria o documentário de mesmo nome, de 1975, que deu origem ao filme. A história é a seguinte: mãe e filha [foto acima], de família tradicional dos Estados Unidos, depois de viver uma trajetória de luxo e opulência na década de 1940, perdem a fortuna e se recusam a adaptar-se à realidade. Vivem trancadas na mansão nos Hamptons, balneário luxuoso nas redondezas de Nova York, no meio da decadência, oito gatos e um guaxinim – e nenhuma higiene. A equipe de filmagem do documentário, composta apenas pelos irmãos Albert e David Maysles, chegava sempre uns minutos antes do combinado para passar spray antipulgas e colar fita adesiva na barra da calça, dada a sujeira do local.

As duas tinham o mesmo nome: Edith Ewing Bouvier Beale e eram parentes diretas de Jacqueline Bouvier Kennedy. Imagine uma relação opressiva de mãe e filha em que ambas compartilham o mesmo nome, a mesma história e, no frigir dos ovos, a mesma loucura. A filha, “Little Edie”, continuava com os mesmos sonhos de conseguir a “grande chance” no mundo do show business, mesmo aos 56 anos de idade e a mãe dependente. Enrola-se com os trapos de roupa que têm e, com a ajuda de alfinetes, transforma blusas velhas em minissaias e as usa como exemplo para dar aulas de etiqueta em frente às câmeras. Já “Big Edie”, na época com 85 anos, passava deitada olhando fotos antigas e ouvindo gravações que fizera nos áureos tempos em que cantava.

Assistir ao documentário é doloroso de várias formas. A primeira delas está no fato de que aquilo não é obra de um roteirista maluco, nem uma história inventada para chocar a sociedade umbiguista dos Estados Unidos. É a mais crua realidade, a mais deprimente vitrine dos medos e frustrações que, para nosso pavor, não ficaram guardados na mansão Grey Gardens. Esta não é uma única história de opressão familiar, não é sequer exclusiva dos americanos, é nossa também. E também são nossos os sonhos enjaulados e a dificuldade de diferenciar a realidade da ficção. Dói na mesma medida a constatação de que para algumas neuroses não há cura. Mesmo as pequenas, as minhas e suas, as picuinhas, as feridas da falta de amor, o ranço de viver para aquela câmera invisível que está aí para mostrar nossas rachaduras no teto, nossas goteiras negligenciadas e nossos bichos pulgentos, no mais aflito dos enquadramentos.

Quem gosta de cinema provavelmente já assistiu ao genial Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder, e deve estar achando que essas senhoras levavam uma vida de Norma Desmond. A personagem de Gloria Swanson, depois de assassinar o escritor oportunista vivido por William Holden, ao ver as câmeras de TV aguardando por um depoimento seu em primeira mão, desce a escadaria de sua mansão maquiada e gloriosa, pensando estar num set de filmagens. Alright, Mr. DeMille, I’m ready for my close-up, diz ela. E mesmo prisioneira da insanidade, termina o filme vitoriosa à sua maneira. A realidade, no entanto, não tem espaço para grandes vitórias.

Já Grey Gardens, o telefilme, reproduz de forma minuciosa o cenário real. Drew Barrymore fincou sua bandeira no território das atrizes versáteis e talentosas, e Jessica Lange – que andava num limbo sem bons papéis – deu a volta por cima vivendo Big Edie. E pensar que Renee Zellweger era a primeira escolha para o papel defendido por Barrymore ...

O filme conta a história que ocorreu antes do documentário e tenta explicar como aquelas mulheres chegaram no ponto de degradação em que foram redescobertas em 1975. Mas, acima de tudo, mastiga a trama para amenizar o azedume que o documentário nos deixa na boca do estômago.

Assista a Grey Gardens na HBO, dia 15/6 às 19h, com reprises dia 20 e 28.