28.1.10

A linguagem precisa ser precisa, não precisa?

Nós que escrevemos em blog, formulários, processos, contestações, redações, relatórios, artigos científicos, jornalísticos, publicitários. Nós que desejamos expressar nossa opinião, nossos achados e pesquisas, nossos sentimentos e crenças, no fantástico, na pessoa ou no produto. Nós que optamos ou somos obrigados a utilizar a linguagem escrita, para a finalidade que seja, estamos perdendo o fio da meada, estamos nos tornando bobos e medíocres. Estamos escrevendo cada vez pior e dizendo cada vez menos o que desejamos dizer. Estamos o tempo todo tentando enganar o leitor, no desejo vulgar de aparentar mais esperteza e desenvoltura do que realmente temos. Nosso vocabulário anda confuso e nossas orações, desorganizadas. Onde estão as pequenas e eficientes frases curtas que dizem apenas aquilo que querem dizer? Por onde anda a ojeriza que tínhamos pelos clichês e o carinho que alimentávamos pela objetividade? O que houve com a equação sujeito + predicado + objeto? E a premissa de que o verbo deve concordar com o sujeito? Acho que estamos lendo pouco, e esse pouco que lemos é de má qualidade.

Então, que tal fazermos uma experiência? Vamos escrever de forma prática e econômica, preocupados apenas com o que desejamos comunicar? Certamente nosso texto será mais curto, mas não nos apavoremos – menos é mais.

4 comentários:

  1. clap clap clap

    besitos!
    =D

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  2. clap clap clap [2].

    É notável esse crescimento de blogues ultimamente, e acho que aquele que consegue se destacar é por usar esses 'artifícios' de que o 'menos é mais'.

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  3. Certíssimo, com uma achega: vamos parar de criar neologismos com o objetivo de eliminar todos os duplos sentidos das palavras? A língua sem duplos sentidos fica tão insípida...

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