Nós que escrevemos em blog, formulários, processos, contestações, redações, relatórios, artigos científicos, jornalísticos, publicitários. Nós que desejamos expressar nossa opinião, nossos achados e pesquisas, nossos sentimentos e crenças, no fantástico, na pessoa ou no produto. Nós que optamos ou somos obrigados a utilizar a linguagem escrita, para a finalidade que seja, estamos perdendo o fio da meada, estamos nos tornando bobos e medíocres. Estamos escrevendo cada vez pior e dizendo cada vez menos o que desejamos dizer. Estamos o tempo todo tentando enganar o leitor, no desejo vulgar de aparentar mais esperteza e desenvoltura do que realmente temos. Nosso vocabulário anda confuso e nossas orações, desorganizadas. Onde estão as pequenas e eficientes frases curtas que dizem apenas aquilo que querem dizer? Por onde anda a ojeriza que tínhamos pelos clichês e o carinho que alimentávamos pela objetividade? O que houve com a equação sujeito + predicado + objeto? E a premissa de que o verbo deve concordar com o sujeito? Acho que estamos lendo pouco, e esse pouco que lemos é de má qualidade.
Então, que tal fazermos uma experiência? Vamos escrever de forma prática e econômica, preocupados apenas com o que desejamos comunicar? Certamente nosso texto será mais curto, mas não nos apavoremos – menos é mais.